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Isabella Carnevalle ministra oficina de Cianotipia

Em 1842, o astrônomo inglês Sir John Herschel criou um processo para a obtenção de imagens baseado em sais de ferro — e não em sais de prata, tão intimamente associados à fotografia. Sua descoberta consistia no fato de que, quando expostos à luz, sais de ferro são submetidos à redução química para o estado ferroso. Ao serem combinados com outros sais neste estado, podem criar imagens por foto-contato. Batizada de Cianotipia, e também muito conhecida como Cianótipo, ela tem na escala de azul sua maior característica visual — daí o nome: do grego, cyanos, azul escuro.

Sir. John Herschel.

A artista plástica Isabella Carnevalle explica que no século 19, as primeiras descobertas fotográficas se referiam apenas  à captação da imagem. Para fixá-la, fazê-la durar, a Cianotipia foi um dos primeiros experimentos. “Na época, ela não foi muito popular, ficando atrás do Daguerreótipo, que era muito mais químico”, conta. Ainda assim, o primeiro livro de fotografias que se tem conhecimento foi publicado através do recém descoberto processo em 1843. A obra, intituladaPhotographs of British Algae: Cyanotype Impressions, foi feita pela botânica inglesa Anna Atkins, que colocou plantas sobre folhas de papel emulsionadas e depois as expôs à luz.

Por Gisele Becker.

Fotógrafa e artista visual, Isabella conta que vivencia a fotografia como arte, documentário e jornalismo desde 1997. Seu portfólio inclui trabalhos bem diferentes dentro do gênero. Apenas para citar um exemplo, como fotojornalista, recebeu o segundo lugar no concurso Internacional The American Photo and Nikon 2000 Photo Contest e publicou em veículos como a National Geographic e a Folha de São Paulo. Hoje, além dos trabalhos institucionais e editorias que desenvolve, é responsável pela oficina de fotografia Olhar Construído, criada por ela em 2004. Isabella atua como facilitadora e estimula os participantes a também usarem a imagem como forma de expressão.

Por Lilia Messias.

Por Lilia Messias.

Uma dessas oficinas, a BluePrint, trata justamente de Cianotipia. Como nos outros cursos, a artista divide com os participantes o conhecimento que adquiriu em suas diferentes vivências no campo da fotografia, e destaca sua identificação com as técnicas do século 19. Primeiro, fez captação de imagens usando câmeras Pin Hole; agora, usa uma técnica de impressão particular da época, o Cianótipo. “No trabalho artesanal, tu realmente participas do projeto, tem condições de intervir, de realizar, não fica preso em um tipo de equipamento. A Cianotipia, por ser lenta, permite muito isso”, opina. Isabella enfatiza que os participantes interferem diretamente nos resultados de cada etapa, “como todo o processo está desvencilhado de exatidões tecnológicas, possibilita experiências no tempo sutil das percepções”. Outro aspecto da técnica que agrada Isabella é o seu lado ecologicamente correto: os químicos não são tóxicos. Para participar, não é necessário saber fotografar. Os suportes e produtos químicos são fornecidos pela Isabella e a oficina é realizada ao ar livre, no pátio de seu ateliê.

Por Alice Viana.

Por Thiago Kirst.

A oficina Blueprint será realizada nos dias 17 e 18 de março. Mais informações podem ser conferidas no site ou direto com a Isabella: isabellacarnevalle@gmail.com.

 Fonte: http://foto.espm.br/index.php/noticias/isabella-carnevalle-ministra-oficina-de-cianotipia/
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Publicado 20/04/2012 por Isabella Carnevalle em Não categorizado

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