Herbert G. Ponting: o fotógrafo da Expedição Terra Nova   Leave a comment

Em 1910, a Expedição Britânica-Antártica, conhecida popularmente como Expedição Terra Nova, saiu da Inglaterra capitaneada por Robert Falcon Scott (1868-1912). O objetivo era se tornar a primeira a chegar no inexplorado Pólo Sul. Quem competia por um lugar nos livros de história com Scott era o norueguês Roald Amundsen (1872-1928), que ganhou a disputa por um mês de diferença.

A expedição tinha objetivos adicionais, como pesquisa científica e exploração geográfica. Embora fosse fruto de iniciativa privada, tinha o apoio não-oficial do governo (que contribuiu com metade dos custos da expedição). Entre os cinco membros, um se destacava pelo afinco com o qual buscava produzir material sobre o desconhecido local em questão: tratava-se do fotógrafo britânico Herbert G. Ponting (1870-1935), que durante os 14 meses que passou na Antártida, produziu um vasto documento imagético, considerado até hoje um dos mais ricos da região.

Nascido em Whiltshire, Ponting se tornou banqueiro ao atingir a maioridade e, posteriormente, mudou-se para a Califórnia e investiu em uma fazenda de frutas. Após as duas empreitadas mal-sucedidas, migrou para a fotografia com o objetivo de salvar as finanças da família. Ironicamente, foi este ofício que o afastou dela. Depois de vencer diversos concursos fotográficos, foi contratado por uma empresa de fotografia para resenhar e dar opiniões sobre suas câmeras. A partir daí, iniciou suas expedições, fotografando no Extremo Oriente, no Sudeste Asiático e em países europeus.

Como membro da Expedição Terra Nova, Ponting produziu cerca de 1.700 fotografias. Além de clicar paisagens, vida animal e a rotina da tripulação, fez dezenas de retratos com grande esmero técnico e estético. Esse acervo está depositado no Scott Polar Research Institute, na Inglaterra. Em algumas imagens, é evidente o desconforto dos tripulantes ao posar para fotos em um ambiente tão gelado.

Enquanto na época novas e promissoras técnicas fotográficas avançavam com rapidez, Ponting escolheu para este trabalho um método da primeira metade do século anterior, o negativo de vidro. Além de sua familiaridade com o equipamento — e preferência estética pelos resultados —, os negativos de vidro eram viáveis até mesmo economicamente.

Ele deixou o Pólo Sul em fevereiro de 1912 por se considerar velho demais para aguentar mais um inverno antártico. Faleceu em 1935, em Londres, aos 65 anos. O restante da equipe morreu na viagem de volta.

Fonte: ESPM – http://foto.espm.br/index.php/referencias/herbert-g-ponting-o-fotografo-da-expedicao-terra-nova/
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