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FestFoto Porto Alegre 2017   Leave a comment

festfoto 2017

leitura de portifólio festfoto 2017

Através das Leituras de Portfólio você pode conquistar Bolsas para as leituras do FotoFest Houston – valor da inscrição e da hospedagem – e dos Encuentros Abiertos de Buenos Aires – inscrição. E os inscritos deste ano concorrem ao prêmio Prêmio DOC Galeria para fazer uma exposição individual. Então … não perde pro calendário, ainda dá tempo!
Inscrições e informações http://festfoto.art.br/plataforma.html

 

PROGRAMAÇÃO GERAL – TODAS AS PALESTRAS E EXPOSIÇÕES SÃO GRATUITAS

O FestFoto 10 Anos será realizado no Centro Cultural CEE Erico Verissimo – R. dos Andradas, 1223 – Centro Histórico, Porto Alegre

 

9 de maio – terça-feira – 19 horas

Abertura oficial do 10. FestFoto – Sala O Arquipélago – 1. Andar

Inauguração da exposição O que você gostaria de Celebrar ?

Projeção multimídia com os trabalhos dos homenageados do FestFoto ao longo dos últimos dez anos: Claudia Andujar, Luis Humberto, Thomas Farkas, Luiz Carlos Felizardo, Nair Benedicto e Ricardo Chaves

Inauguração das exposições físicas – Sala O Arquipélago – 1. Andar

“Marrocos”, do Coletivo Gringo

Rastros d’Eus – Fernanda Chemale

“Você mereceu isso” – Marilia Oliveira

Inauguração das exposições multimída – Sala O Retrato – 4. Andar

Fotografia Brasileira Contemporânea

Diálogos Internacionais

Fotograma Livre

10 de maio – quarta-feira – Auditório Barbosa Lessa – 4. Andar

 18:00 – Palestra

Marrocos- Quando ocupar é a única escolha

Gabriela Di Bella e Gui Christ

Mediação – Monica Maia

19:00 – Palestra – Auditório Barbosa Lessa – 4. Andar

Balas e Baladas

Iatã Cannabrava – Não adianta chorar o Vodka derramado

Severino Silva – Encontro marcado com uma bala perdida

Mediação – Carlos Carvalho

11 de maio – quinta-feira – Auditório Barbosa Lessa – 4. Andar

18:00 – Mobgrafia FestFoto – Ocupação Redenção

André Feltes e Fernanda Chemale

Mediação: Sinara Sandri

19:00 – Encontros com o Autor – Auditório Barbosa Lessa – 4. Andar

Carnaval de Rua do RJ – Zeca Linhares

Mediação: Carlos Carvalho

20:00 – Fotografia Cearense – Fotografia Nordestina – Auditório Barbosa Lessa – 4. Andar

Deus e o Diabo na Terra do Sol

Adilson Andrade – Sergipe

Paula Georgia Fernandes – Rio Grande do Norte

Marilia Oliveira – Ceará

Mediação: Marco Antonio Filho

12 de maio – sexta-feira – Auditório Barbosa Lessa – 4. Andar

18:00 – Encontros com o Autor

Daniel Sosa – Uruguai

Mediação: Carlos Carvalho

19:00 – Encontros com o Autor – Auditório Barbosa Lessa – 4. Andar

Pablo Piovani – O Custo Humano dos Agrotóxicos

Mediação Sinara Sandri

13 de maio – sábado – Auditório Barbosa Lessa – 4. Andar

11:00 – Sessão de autógrafos do FestFoto 2017

Em breve atualizaremos os nomes dos autores

15:00 – Palestra

Fabian Gonçalves Borrega

Museu de Artes das Américas (Washington – USA)

16:00 – Palestra – – Auditório Barbosa Lessa – 4. Andar

Michael Itkoff – Daylight Editora – Livros de Fotografia no território digital

17:00 – Encontros com o autor – Auditório Barbosa Lessa – 4. Andar

Wendy Watriss – As consequências do Agente Laranja – Prêmio WordPress 1982

Fred Baldwin – A Arte no Século XX

Encerramento do festival – A programação pode sofrer mudanças.

Festival de Fotografia de Tiradentes 2017   Leave a comment

Catálogo oficial do Festival de Fotografia de Tiradentes 2017

Perdeu o evento do Festival de Fotografia de Tiradentes?

Aproveite a cobertura feita pela Fotografia Diária para o Foto em Pauta e veja os melhores momentos do Festival em 2017 no site tiradentes2017.fotografiadiaria.com.br.

Aqui vai um resumo:

Dia 1

As nuances do colecionismo: Anna Kahn entrevista Joaquim Paiva – https://tiradentes2017.fotografiadiaria.com.br/estorias/nuances-colecionismo-anna-kahn-entrevista-joaquim-paiva/embed/#?secret=1hrxWeCYe0

Dia 3

Dia 4

Kodak anuncia retorno do filme Ektachrome ao mercado!!!   Leave a comment

Hoje vi essa notícia e fiquei extremamente feliz, pois sempre gostei muito de fotografar com cromo, sinto falta e agora vejo luz no fim do túnel! Acredito inclusive que isso provoque o retorno de outros bons filmes.

ektachrome

Em 2012, após anos de declínio nas vendas, a Kodak descontinuou a fabricação do Ektachrome, um dos filmes mais icônicos da marca.A notícia causou a tristeza de muitos entusiastas da fotografia, que publicaram seus últimos ensaios com o filme, vide link: http://www.thephoblographer.com/2012/07/03/a-final-farewell-to-kodak-ektachrome-nsfw . Nesta quinta-feira no entanto, a marca anunciou que o Ektachrome vai voltar ao mercado.O anúncio foi feito durante a CES, feira de tecnologia que acontece em Las Vegas. “A reintrodução de um dos filmes mais emblemáticos é apoiada pela crescente popularidade da fotografia analógica e o ressurgimento da fotografia de filme”, disse a Kodak Alaris. “O ressurgimento na popularidade da fotografia analógica criou a demanda de produtos de filmes novos e antigos.”Segundo a empresa, a decisão de trazer de volta o filme surgiu após ouvir as demandas dos fotógrafos nos últimos anos. Eles estavam pedindo o retorno dos filmes diapositivos coloridos e a empresa decidiu que o Ektachrome, que usa o processo de revelação E6, era o caminho certo a percorrer.

O filme ficou conhecido por seu grão extremamente fino, cores limpas, grandes tons e contrastes e tornou-se icônico em grande parte devido ao uso extensivo de filmes de slides pela National Geographic Magazine ao longo de várias décadas.

O Ektachrome 35mm está atualmente em desenvolvimento na fábrica de filmes da Kodak em Rochester, NY, Estados Unidos e deve chegar ao mercado no quarto trimestre de 2017.

Fonte: https://focusfoto.com.br/kodak-anuncia-retorno-do-filme-ektachrome-ao-mercado/

Biblioteca de Nova Iorque disponibiliza imagens raras do Brasil imperial na internet   Leave a comment

por Taisa Sganzerla

http://digitalcollections.nypl.org/items/510d47df-8cee-a3d9-e040-e00a18064a99

Em janeiro deste ano, a Biblioteca Pública de Nova Iorque adicionou mais de 180 mil itens ao seu acervo digital – entre eles, fotografias e gravuras raras do Brasil do século 19.

O lançamento é resultado de um dos maiores projetos de digitalização de acervo já realizados no mundo e inclui documentos valiosos, como manuscritos dos escritores americanos Walt Whitman e David Thoreau. Também foram feitas mudanças no portal do acervo digital, onde os itens estão disponíveis — a ideia é facilitar e encorajar usuários a explorar as novas coleções, segundo o blog da NYPL.

Entre os novos itens relacionados ao Brasil, estão as fotos do livro The Negro in the New World, escrito pelo explorador britânico Sir Harry Johnston e publicado em Londres em 1910. Johnston nunca esteve no Brasil, mas tinha “informantes” no país — ao menos é o que diz o escritor Gilberto Freyre, que menciona o funcionário colonial britânico no livro Casa Grande e Senzala, publicado no Brasil em 1933.

nypl.digitalcollections.510d47df-88b7-a3d9-e040-e00a18064a99.001.w

http://digitalcollections.nypl.org/items/510d47df-8ced-a3d9-e040-e00a18064a99

As fotos, provavelmente tiradas logo após a abolição da escravidão no Brasil, retratam o cotidiano da população negra do país, sobretudo na Bahia.

Outro item disponibilizado pela Biblioteca é o “Livro de Figurinos do Exército Imperial Brasileiro de 1866″, um documento do exército obtido pelo médico holandês H. J. Vinkhuijzen no século XIX. O médico montou uma enorme coleção de uniformes militares do mundo inteiro, que foi doada à Biblioteca em 1911.

http://digitalcollections.nypl.org/items/510d47d9-80c6-a3d9-e040-e00a18064a99

Há também uma gravura da partida de Dom Pedro II de Nova Iorque em 1876, após a sua viagem de três meses no Estados Unidos (o diário de Dom Pedro desta jornada, por sua vez, está disponível no site do Museu Imperial, do Rio de Janeiro). A gravura, de autor desconhecido, foi publicada pelo semanário literário Frank Leslie’s Illustrated Newspaper, impresso nos EUA entre 1852 e 1922.

http://digitalcollections.nypl.org/items/79d9c2d8-f370-4228-e040-e00a18061fdc

Outro item, este de quando o Brasil já era uma república, é um perfil de Getúlio Vargas publicado pela revista do jornal norte-americano The New York Times, em 1942. Já as pinturas do artista alemão Johann Moritz Rugendas, que esteve no Brasil no anos 1820, foram digitalizadas pela primeira vez em alta resolução.

http://digitalcollections.nypl.org/items/0f812330-93e9-0130-9dc3-58d385a7bbd0

Além da digitalização, o NYPL Labs, divisão de iniciativas digitais da Biblioteca, também lançou outros três projetos: O Mansion Builder, um jogo em que é possível explorar plantas de apartamentos nova iorquinos da virada do século 20; um ‘Google Street View’ da 5ª avenida de 1911; e o Trip-Plannerque combina uma ferramenta de mapas com endereços recomendados pelo Green Book — um guia de viagem publicado entre 1936 e 1966 com indicações de hotéis e restaurantes nos Estados Unidos em que afro-americanos eram bem vindos.

O Global Voices já destacou outros documentos valiosos disponibilizados pela Biblioteca relacionados ao Vietnã, Japão eÍndia.

Fonte: postagem em rede social de Rubens Fernandes Junior – https://pt.globalvoices.org/2016/01/31/biblioteca-de-nova-iorque-disponibiliza-imagens-raras-do-brasil-imperial-na-internet/

Publicado 01/02/2016 por Isabella Carnevalle em História, Notícais

A ilusão espetacular: três décadas de uma teoria   Leave a comment

por RONALDO ENTLER
em 18.Aug.2015

O sucesso de um livro é normalmente medido pelo número de edições que alcança. Mas esse raciocínio não vale para A ilusão especular, de Arlindo Machado, publicado em 1984 numa parceria entre a editora Brasiliense e o Instituto Nacional de Fotografia da Funarte. Esgotado há décadas, sabemos que as universidades brasileiras nunca deixaram de incluir esse título na bibliografia de seus cursos de comunicação e artes, e o texto permanece citado de modo recorrente nas dissertações e teses dedicadas à fotografia. Somente agora, três décadas depois de seu lançamento, A ilusão especularganha uma segunda edição pela Gustavo Gili Brasil.

Na breve nota que acrescenta a esta segunda edição, Arlindo Machado destaca que o texto continua essencialmente o mesmo. Com humildade, ele adverte: “os livros têm seu tempo: eles correspondem a um determinado estágio de nosso pensamento, em relação ao qual evoluímos ou retrocedemos – cabe ao leitor opinar”. Ainda assim, as poucas alterações que ele aponta são suficientes para pensar a trajetória cumprida por seu livro.

Arlindo nos adianta que várias fotografias foram suprimidas, sobretudo por limitações de direitos autorais. E percebemos que outras foram acrescidas ou substituídas. Os leitores podem estranhar que as imagens não tenham merecido agora uma impressão de melhor qualidade. Mas além do esforço de redigitar e revisar o texto (não havia computador quando foi escrito), podemos imaginar as dificuldades de lidar com um material iconográfico que inclui originais antigos, reproduções de reproduções, recortes de jornais etc. A prioridade do autor está clara em sua “nota”: recolocar em circulação uma reflexão teórica sem elevar demais os custos para o leitor (*)

O autor também avisa que a palavra “semiótica”, cortada do original por ser considerada hermética demais pelo primeiro editor, retorna agora ao texto. Curioso pensar que, uma década depois do lançamento de seu livro, a semiótica se tornaria um instrumental quase hegemônico, presente em boa parte das pesquisas teóricas em fotografia que circularam pelo Brasil. Nomeando ou não essa disciplina, Arlindo Machado sempre soube explorar o potencial de análise oferecido pela semiótica, sem precisar militar pela afirmação de seu vocabulário técnico. O resultado disso é – e continuou sendo em seus livros posteriores – uma escrita clara e generosa, que contribuiu para a aproximação, rara até certo momento, entre artistas e o ambiente acadêmico.

Possivelmente foi essa qualidade que levou seu primeiro editor a forçar um subtítulo: A Ilusão especular – Introdução à fotografia. Talvez muitos jovens leitores interessados em aprender a fotografar tenham se sentido enganados pela promessa ali anunciada. Em contrapartida, aqueles que insistiram na leitura podem ter se tornado fotógrafos mais críticos e conscientes do sentido histórico da técnica que escolheram. Fato é que, naquele momento, era estranho chamar de “introdução” uma das obras mais densas de teoria da fotografia disponíveis em língua portuguesa (ao lado dos textos de Susan Sontag, Roland Barthes, Vilém Flusser e Boris Kossoy, publicados na mesma década). A nova edição retoma o titulo proposto originalmente pelo autor, de fato, menos arriscado e mais preciso: A ilusão especular – Uma teoria da fotografia.

No livro, Arlindo Machado denuncia como uma espécie de “misticismo” a crença na objetividade da fotografia e em sua fidelidade ao real. Demonstra também a distância entre o mundo visto pelo olho e aquele interpretado pela câmera, mapeia o sentido histórico dos códigos operados pela técnica, bem como os artifícios que a própria linguagem adota para dissimulá-los. Ele não inventa sozinho as premissas dessa reflexão: pode-se dizer que o que faz é desdobrar e aplicar à fotografia certas formulações já propostas pelas teorias semióticas (sobretudo a semiótica russa) e por uma história social da arte, como a de Pierre Francastel e a de Erwin Panofsky. Vez ou outra, suas teorias pareciam ir na mesma direção de autores encontrados em citações esporádicas, mas que ainda não haviam sido traduzidos, como Alain Bergala, Jean-Louis Baudry e Pierre Bourdieu. Mas o fato é que nunca esse pensamento crítico sobre a fotografia havia nos chegado de modo tão claro e assertivo.

Não haverá uma resposta unânime sobre a atualidade da teoria que Arlindo Machado desenvolve em seu livro. Aliás, nunca houve qualquer unanimidade sobre as teorias da fotografia.

Tivemos muitas idas e vindas entre pensamentos antagônicos. Para ficar apenas num exemplo próximo e emblemático: as teses de Barthes sobre os vínculos entre fotografia e realidade, contestadas por Machado, ganharam novos adeptos e foram relidas de modo mais ponderado por autores como Philippe Dubois (O ato fotográfico, Papirus, 1994) ou Jean-Marie Schaeffer (A imagem precária, Papirus, 1996). Mais adiante, voltaram a ser duramente criticadas por André Rouillé (A fotografia – Entre documento e arte contemporânea, Senac, 2009). Independentemente das filiações que escolhemos, esses debates são saudáveis. Barthes foi se tornando um pensador cada vez mais importante em minhas pesquisas, mas devo admitir que foi a partir das críticas que recebeu que passei a lê-lo com mais profundidade (*).

As teorias chamadas essencialistas (ou ontológicas), também suportadas pelo vocabulário semiótico, apontaram para lugares divergentes ao se perguntar sobre a especificidade da fotografia diante das outras imagens: seria a fotografia a imagem mais fiel à aparência das coisas? Havendo ou não essa fidelidade, teria a fotografia um valor de testemunho por derivar de um contato físico com o real? Ou nem a fidelidade, nem o testemunho: o que mais conta para a credibilidade e para a legibilidade da fotografia não seria apenas o modo como ela respeita certos cânones afirmados pela tradição? Se quisermos situar Arlindo Machado dentro deste debate, é com esta última vertente que o identificamos.

Nunca houve uma resposta conciliadora para essas divergências. Houve, sim, certa exaustão das investigações essencialistas. E assume-se hoje que o impasse resultou menos do fracasso dessas teorias do que da própria complexidade da fotografia como fenômeno cultural. É algo que Arlindo Machado não deixa de observar na nota que acompanha a nova edição.

Cientes disso, as teorias produzidas na virada do século passaram a investir não tanto na busca de uma qualidade exclusiva da fotografia, mas, ao contrário, no modo como as linguagens podem dialogar entre si, como se abrem à contaminação recíproca e às muitas formas de hibridização. Sem precisar contradizer as análises que trouxe em A ilusão especular, essa mesma perspectiva é reivindicada pelas pesquisas posteriores de Arlindo Machado sobre a fotografia, e também sobre o cinema, o vídeo, o livro, a televisão e as relações entre arte e novas tecnologias.

Se relermos A ilusão especular dentro desta nova chave, veremos que essa abertura já estava anunciada: ele pensa a fotografia a partir daquilo que essa imagem herda da pintura e daquilo que compartilha ainda com o cinema, linguagens mais dispostas a assumir seus artifícios retóricos e, além disso, mais afeitas à ficcionalização.

Podemos buscar nessa obra a síntese que permitiria situá-la num lugar preciso e datado, dentro de uma história das teorias fotográficas. Mas esse é um problema daqueles que estão mais preocupados com a indexação dos livros do que com sua leitura. Quem se dispuser a reler A ilusão especular encontrará um conjunto de análises bastante sensível, que permanece capaz de colocar questões sobre as imagens contemporâneas. E, se hoje dispomos de uma bibliografia mais farta, é ainda por meio desse livro que muitos jovens estudantes conquistam algum nível de perplexidade crítica em seus olhares.

No esforço de expor os códigos com que a fotografia opera, Arlindo Machado percorre de modo amplo a técnica fotográfica para evidenciar um universo de efeitos que ela é capaz de produzir: os vários modos de representar o tempo, a relação complexa entre o espaço representado e o recorte do enquadramento, os efeitos óticos que ora renegam, ora emulam a experiência do olhar, os vários sujeitos implicados na relação do espectador com os retratos. A intimidade que o autor demonstra com as dinâmicas de produção da fotografia projeta sua reflexão para um campo pragmático: não foram poucos os artistas que reconheceram em seu livro o convite para um uso mais crítico e menos dogmático da técnica da fotografia.

A resposta sobre a atualidade de A ilusão especular deve ser buscada dentro e fora de suas páginas. Nesses trinta anos, tivemos demonstrações suficientes de como essa reflexão foi capaz de se renovar na produção dos pesquisadores e artistas que ajudou a formar.

* Resenha publicada originalmente no site da Revista Zum. Nesta versão, o texto recebeu algumas atualizações nos parágrafos indicados.
fonte: http://iconica.com.br/site/a-ilusao-especular-tres-decadas-de-uma-teoria/

Celso Bessa escreve sobre a Mostra feminino pelo feminino   Leave a comment

Tela da mostra virtual Feminino pelo Feminino, de Isabella Carnevalle

O Feminino pelo Feminino, mostra virtual 3D de Isabella Carnevalle

Por  em
 –  25 / fev

Entre 1998 e 2008, a fotógrafa Isabella Carnevalle fez diversos autorretratos usando câmera de orifício (pinhole). As fotografias deram origem a uma exposição/instalação no Centro Cultural Érico Veríssimo, em Porto Alegre (RS) em 2008, que agora ganha uma versão digital na mostra virtual Feminino pelo Feminino. Saiba mais.

A escolha em 1998 por um dos princípios mais rudimentares da fotografia se mostrou acertada para lidar a busca pela compreensão do feminino que permeia os trabalhos de Isabella Carnevalle. Dada a natureza das pinholes tradicionais, que não permitem que o fotógrafo veja a imagem ao fazer o registro, pode-se imaginar o quanto os autorretratos da fotógrafa exigiram que ela aprendesse sobre si e seu espaço no mundo, atentando para sua postura, seu corpo, suas emoções e sua relação com o que estava à sua volta.

Podemos dizer que para a autora inserir o feminino na pinhole, foi necessário extrair o feminino em Isabella. Uma jornada de auto-conhecimento que podemos acompanhar claramente em suas fotografias.

Múltiplos, primeiro movimento. Foto mais antiga da exposição Feminino Pelo Feminino

Inicialmente inspirada em textos de Clarice Lispector, Feminino pelo Feminino começa com Múltiplos – terceiro movimento, em 1998, mostrando diversas Isabellas e continua por 4 séries de fotografias melancólicas, onde a retratada se funde ora à luz, ora à sombras, sem que posamos vê-la claramente. E se encerra, não por acaso, com um retrato muito mais sucinto e “formal”, Sem Título, em 2008, com Isabella olhando, com uma certa serenidade, por uma janela. Serviu para marcar a conquista daquele ciclo, e também, quase como vaticínio, mostrar as novas direções que a autora e sua fotografia tomariam.

Ainda que jamais seja a mesma experiência que ver as belas fotografias ao vivo em uma instalação, a escolha por fazer de Feminino pelo Feminino uma mostra virtual na internet se mostra mais um acerto da fotógrafa. Mais que uma representação digital do que foi a instalação de 2008, é eco do momento que vivemos, quando o femininismo e o feminimo ganham mais alcance e força em uma sociedade cada vez mais interconectada, e transformando a jornada de individual Isabella em uma jornada coletiva.

Sem Título, o autorretrato de Isabella Carnevalle mais recente na mostra Feminino pelo Feminino

Ao visitar o espaço 3D da exposição — especialmente em tela cheia, à meia luz e ouvindo Nina Simone — não são apenas os retratos de Isabella que vemos, é a “caixa preta” do feminino que se apresenta para nós.

Serviço – Feminino pelo Feminino, de Isabella Carnevalle

  • Mostra virtual no site www.isabellacarnevalle.com.br
  • Exige o uso do plugin Unity Player no navegador
  • Fotografias: Isabella Carnevalle
  • Curadoria: Neide Jallageas
  • Textos: Marcelo Gobatto e Neide Jallageas
  • Design e Desenvolvimento: Roger Machado

fonte: https://www.jornaldafotografia.com.br/dicas/o-feminino-pelo-feminino-mostra-virtual-3d-de-isabella-carnevalle/

BluePrint na TVE!   Leave a comment

A TVE esteve no meu ateliê para saber mais sobre a oficina de Cianotipia. A entrevista foi ao ar no programa Estação Cultura dia 08 de abril.

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