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DOCUMENTÁRIOS SOBRE HISTÓRIA DA ARTE PODE AJUDAR NO REPERTÓRIO DE FOTÓGRAFOS   Leave a comment

São 50 documentários de vários artistas

Trabalhar com fotografia é andar lado a lado com arte, técnica, repertório, sensibilidade e mais uma série de temáticas que fazem da captura “daquela” imagem um momento único. E quando o trabalho exige o conjunto de aprendizados específicos e pautados no artístico, procurar referência na História da Arte não seria nada mal.

Caravaggio

Quadro Os Jogadores de Cartas de Michelangelo Merisi, mais conhecido como Caravaggio

Quadro Os Jogadores de Cartas de Michelangelo Merisi, mais conhecido como Caravaggio

Para ampliar ainda mais o acervo de estudos dos fotógrafos e entrantes na profissão, está disponível on-line uma série de documentários sobre os maiores nomes da pintura, como Michelangelo, Da Vinci e Frida Kahlo, além de alguns períodos que marcaram esse universo, incluindo o impressionismo e o renascimento.

Os links para cada documentário está na lista abaixo. A maioria dos vídeos possui legenda em português. Acomoda-se em um bom lugar para os estudos e dê o play:

BoschBlakeCaravaggioConstableCourbetDelacroix, DegasEscher, El Greco (em espanhol)FriedrichFrida Kahlo (em espanhol).

Guilhermo Kahlo

frida-khalo-2

Frida Kahlo

GauguinGoyaHogarthKandiskyKlimt, Leonardo da VinciLeonardo da Vinci, O MundoManetMichelangeloMiró (espanhol)MonetMunchPaul CezannePaul KleePicasso, (espanhol)PissarroRafaelloRembrandRembrandt – Série Gênios da PinturaRenoirRossettiRousseau.

Divulgação

salvador-dali-documentario-post

Dalí

Salvador Dali (espanhol)Salvador Dali, Biografia (espanhol)SeuratTurnerToulouse-IautrecVan GoghVan Gogh – Série Grandes ArtistasVan DyckVermeerVermeer – Série Grandes ArtistasVelasquez.

Os ImpressionistasPinturas do Alto RenascimentoGrande Pintores Norte-AmericanosAFM – O Dia Que as Imagens NasceramAFM – A Arte da PersuasãoAFM – Era Uma Vez.

Fonte: Postagem de Marcos Varanda em rede social.  
http://www.fhox.com.br/news/documentarios-sobre-historia-da-arte-pode-ajudar-no-repertorio-de-fotografos/
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Publicado 15/08/2016 por Isabella Carnevalle em História

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TRABALHO ARTESANAL PERMITE IMPRESSÃO DE FOTOS EM AZULEJO FEITO DE PEDRA   Leave a comment

Projeto lançado no site de financiamento coletivo Kickstarter superou a meta com o encanto e a qualidade do analógico

por Revista FHOX
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Um trabalho artesanal que pede uma nova relação com as fotos que criamos. Essa é a proposta daShots/on\Stone que imprime fotos p&b em uma espécie de azulejo feito de pedra. Tudo é preparado na laboratório e usando técnicas tradicionais de revelação.

Segundo a descrição do site Kickstarter, as fotos ficam impactantes, cheias de personalidade e ainda protegidas com um verniz uv. A Shots/on\Stone apresenta edições limitadas de artistas selecionados.

https://www.kickstarter.com/projects/shotsonstone/shots-on-stone-photos-on-stone-developed-in-a-dark/widget/video.html

A Shot/on\Stone being developed in the darkroom

Every single Solnhofen stone has different textures and tones

Inserir fotos nesse tipo de substrato não é novidade. O que chama a atenção neste caso é a iniciativa bastante incomum feita em um darkroom de verdade. Talvez seja essa a razão do sucesso da campanha no Kickstarter.

Saiba mais no site.

Fonte: via Fotografia Diária Brasil.
http://www.fhox.com.br/inovacao-tech/lancamentos/trabalho-artesanal-permite-impressao-de-fotos-em-azulejo-feito-de-pedra/

Imagens desfocadas: Julia Margaret Cameron e outras fotógrafas para redescobrir   Leave a comment

por FILIPA LOWNDES VICENTE

A sua assumida autopromoção teve os seus frutos. Apesar do seu começo tardio e de ser uma mulher num campo maioritariamente masculino, o modo único como fotografava deu-lhe a notoriedade em vida que persistiu para lá da sua morte. A diferença é que, se, no século XX, entrou nos cânones pouco contestados dos grandes precursores da fotografia, em vida, a sua obra foi menos pacífica. Aquilo que muitos identificavam como a sua originalidade – os retratos difusos, desfocados, etéreos, em grande plano e as encenações temáticas em forma de alegorias, cenas históricas ou bíblicas –,outros consideravam problemático.

As imagens desfocadas e a presença das marcas do processo fotográfico, as manchas, dedadas, riscos e luz, características assumidas no trabalho de Cameron, eram para os seus críticos precisamente os “erros técnicos” que os fotógrafos tinham de saber eliminar. Para alguns, os “erros” deviam-se ao facto de ela ser uma mulher. Neste período, era muito comum a crítica de arte ou de literatura julgar o trabalho criativo das mulheres tendo em conta o seu género: quando era considerado de qualidade, a artista era considerada uma excepção ao seu sexo, ou uma mulher com características masculinas; quando era criticado negativamente, os seus limites – fossem eles quais fossem –, eram então atribuídos à sua condição feminina. A percepção do mérito e qualidade como algo independente de questões de género era – ontem como hoje – uma ilusão. A exposição londrina explora a crítica contemporânea da fotógrafa e mostra a própria materialidade da prática fotográfica – os seus acasos e enganos – numa década em que esta ainda era complexa, demorada e cara.

Hosanna por Julia Margaret Cameron (1865) CORTESIA: VICTORIA & ALBERT MUSEUM

Fotografar como quem pinta: realidade ou representação?

Outra crítica era a de que Cameron fotografava como quem pintava. As suas cuidadas encenações – em que familiares, empregados e amigos “se mascaravam”, numa teatralização imóvel, para representar santos, alegorias de emoções e sentimentos, deusas gregas, personagens de Dante Alighieri ou de poemas históricos – eram consideradas, por alguns, como exercícios mais próprios da pintura do que da fotografia. De facto, há muito de pictórico no modo como ela usou a técnica fotográfica, bem como na forma como transformou as filhas ou os netos (mais as mulheres e as crianças do que os homens) em personagens. Num período em que à fotografia se atribuía a morte da pintura e em que se discutia como a revolução fotográfica tinha transformado a representação do real, Cameron parece usar estes dilemas a seu favor. Não para os resolver, mas para fazer deles o seu objecto de reflexão e de trabalho. Fê-lo como uma mulher culta do seu tempo, inscrevendo as múltiplas referências literárias, históricas e religiosas nas suas fotografias encenadas, num claro diálogo com a pintura pré-rafaelita. E fotografando alguns nomes ilustres contemporâneos (mais homens do que mulheres) que faziam parte do seu círculo: Charles Darwin, Thomas Carlyle, George Watts, Henry Taylor, Alfred Tennyson ou o cientista Sir John Herschel.

Foi a este último, amigo e mentor, que Cameron ofereceu um álbum de 94 fotografias feitas por si, e que está exposto, até Março, do outro lado da rua do Victoria and Albert, no Science Museum de Londres. A maioria das mulheres e crianças fotografadas ou são familiares ou tendem a ser transformadas em personagens, enquanto os homens são eles próprios e mantêm o seu nome e identidade. Entre um dos seus extraordinários retratos surpreende o de uma mulher, retratada de perfil e quase na sombra. Tratava-se de uma das suas sobrinhas, que veio a ser a mãe de Virginia Woolf – facto que talvez explique o entusiasmo que esta última mostrou pela fotografia desde a sua adolescência. A escritora fotografava, revelava os negativos, trocava imagens com amigos, fazia os seus álbuns (vários estão hoje na biblioteca de Harvard) e também usava a linguagem fotográfica na modernidade dos seus romances. Uma exposição em Paris, aberta até 24 de Janeiro de 2016, tem como cartaz principal o retrato que Cameron fez de Julia Jackson, mãe de Virginia Woolf. Qui a peur des femmes photographes? 1839 à 1945, uma alusão à frase muito usada “Quem tem medo dos feminismos?”, traça um panorama de mulheres fotógrafas desde o começo até ao fim da II Guerra, pouco mais de 100 anos que revolucionaram os modos de ver e compreender o mundo.

Charles Darwin por Julia Margaret Cameron em1868 CORTESIA: VICTORIA & ALBERT MUSEUM

Mulheres fotógrafas: o privilégio de algumas

Na década de 1880, novas invenções tecnológicas tornaram os aparelhos fotográficos mais baratos, portáteis, fáceis de manejar e, por isso, acessíveis a um número muito maior de pessoas. Quando Cameron fotografou, ainda era um privilégio de poucos. Não era por acaso que as muitas mulheres que se dedicavam à fotografia pertenciam a uma elite culta, erudita, viajada, com possibilidades económicas e tempo disponível. Na Grã-Bretanha da segunda metade do século XIX, foram muitas as mulheres que se dedicaram profissionalmente à escrita literária, ao jornalismo, ou à pintura. Os direitos das mulheres, de acesso à propriedade económica ou à educação, faziam parte dos debates da opinião pública. A fotografia surgiu como mais uma nova área de trabalho e criatividade para as mulheres, mas, tal como sucedia em todas as outras esferas, o seu género afectava aquilo que podiam fazer – por exemplo, a maior parte das mulheres fotografava “em casa”, tendo por temas das suas fotografias o seu próprio ambiente familiar, não conseguindo profissionalizar-se e apenas mantendo a sua condição de filhas ou mulheres de homens que também fotografavam. Foi o que sucedeu com a portuguesa Margarida Relvas, filha do grande fotógrafo Carlos Relvas.

Julia Margaret Cameron é uma excepção na medida em que tanto teve reconhecimento em vida como na posterior escrita da história, processo em que tantas mulheres autoras-criadoras ficam pelo caminho. A maior parte dos casos foram integrados na história posteriormente, quando as abordagens feministas à história e à história da arte “descobriram” que afinal elas eram em muito maior número do que se julgava. Clementina Lady Hawarden (1822-1865), a fotografar as filhas, na sua casa de Londres, em retratos admirados por Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas e também fotógrafo amador. Ou Lady Charlotte Canning (1817-1861), mulher de um governador-geral da Índia colonial britânica, que em 1860 levou uma máquina para Calcutá, dedicou-se à fotografia (e à pintura) como amadora e foi patrona da Bombay Photographic Society. Ao contrário de muitas instituições britânicas de prestígio, como a Royal Academy of Arts ou a Royal Geographical Society, a Royal Photographic Society of Great Britain, inaugurada em 1853, com um encontro aberto “a senhoras e cavalheiros interessados em fotografia”, adoptou como uma das suas regras que as “senhoras” podiam ser membros.

Em Portugal, foram muitas as mulheres que fotografaram, sobretudo num período mais tardio, e algumas exposições recentes têm-no mostrado muito bem. Em finais de 2013, o Arquivo Municipal de Fotografia de Lisboa apresentou Ana Maria de Sousa e Holstein. Álbum de Família, exemplo da prática fotográfica por parte de uma aristocrata portuguesa. Neste momento, no Palácio Nacional da Ajuda, outra exposição prova a relevância da fotografia na vida da corte, não só para preservar acontecimentos públicos e viagens, mas como instrumento de memórias familiares. Rainha e rei não foram só fotografados, como todas as outras figuras reais deste período, eles foram também fotógrafos. Comissariada por Luís Pavão, Tirée par… a Rainha D. Amélia e a Fotografia, mostra algumas das centenas de fotografias que D. Amélia e D. Carlos organizaram em álbuns – esse objecto por excelência da domesticidade burguesa que, ao longo do século XX, se democratizou de muitas maneiras. Finalmente, as exposições históricas de fotografia tornaram-se comuns em museus portugueses, uma tendência que a academia não tem acompanhado. Falta, talvez, uma maior consciência de género nas abordagens históricas à fotografia. Estudos de caso há ainda muitos por explorar. Uma exposição sobre as fotografias de Maria Lamas, na sua tripla identidade de escritora-viajante-fotógrafa no final dos anos 1940, a trabalhar para o seu livro As Mulheres do Meu País?

Escrita e fotografia

Ao longo da segunda metade do século XIX, a fotografia penetrou em todos os campos – a ciência, as expedições, as viagens, a intimidade, o erotismo, os projectos imperiais, a violência, as relações afectivas. A literatura e a fotografia, por exemplo, cruzaram-se de muitas formas. Escritores que fotografavam, que eram fotografados e que escreviam sobre fotografia; fotógrafas e fotógrafos que escreviam sobre a sua prática. Elizabeth Barrett Browning, poetisa inglesa que escreveu Sonnets from the Portuguese (1847), descreveu o seu entusiasmo com a invenção do daguerreótipo. Julia Margaret Cameron pôs por escrito os seus metódos e ideias no texto autobiográfico Annals of My Glass House, os Anais da Minha Estufa, o espaço de arquitectura de jardins que transformara em estúdio fotográfico. Dois dos textos mais icónicos sobre fotografia publicados no século XX foram escritos por mulheres. A primeira, Gisèle Freund, fotógrafa, trabalhou em jornalismo, documentário e fez retratos de escritores como Virginia Woolf, Walter Benjamin ou James Joyce. Em 1934, doutorou-se na Sorbonne, em Paris, como uma tese intitulada A Fotografia em França no Século XIX. Ensaio de Sociologia e Estética que publicou em 1936 e foi recenseada por Walter Benjamin, em 1974, Photographie et Société. A segunda, Susan Sontag, ensaísta exímia, publicou Sobre Fotografia, em 1973.

D. Amélia com o príncipe Wilhelm de Hohenzollern, a bordo de um iate, entre Nápoles e Capri, em 1903 MUSEU-BIBLIOTECA DA CASA DE BRAGANÇA

Quando Sontag estava a morrer com um cancro em 2005, a namorada, Annie Leibovitz, fotografou-a na cama de hospital. A fotografia como antecâmara da dor, catarse antecipada de luto eminente ou exploração da intimidade? Vi-as na retrospectiva que a National Portrait Gallery Londrina lhe fez em 2008, Annie Leibovitz. A Photographer’s Life 1990-2005. Nessas fotografias, encontrei a humanidade da morte e da doença – à qual em 1978 Sontag dedicara o seu livro A Doença como Metáfora – e só me perturbou o contraste entre a intimidade dolorosa daquela cama de hospital e as imagens de celebridades sorridentes que a rodeavam.

Mulheres que fotografam mulheres

Este ano, num gesto, bem-vindo, de auto-reflexão, os organizadores do calendário Pirelli 2016 contrataram Leibovitz para fotógrafa das 12 mulheres/12 meses do ano. Não necessariamente por ser mulher – muitas também se objectificam a si próprias ou a outras mulheres –, mas por ser feminista, a fotógrafa norte-americana subverteu o sexismo habitual do calendário, fotografando mulheres com identidade e com talentos reconhecidos. Os debates em torno das representações de mulheres já têm lugar na academia há muito, sobretudo na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. A imprensa britânica é mais polarizada. Por um lado, um jornalismo muito consciente de questões de género, em que não há medo de usar a palavra “feminismo” e inseri-la em todas as questões políticas. Por outro lado, os tábloides usam e abusam da filosofia Pirelli pré-2016, e as fotografias de homens ilustres vestidos partilham as páginas com mulheres semidespidas. Quem faz história da fotografia sabe que, desde a sua invenção, a fotografia também foi isso: um poderoso instrumento de colonização do corpo das mulheres, capaz de o estereotipar, objectificando-o e retirando-lhe a subjectividade individual.

A escritora Virginia Woolf fotografada em Londres (1939) por Gisèle Freund, que foi fotógrafa, trabalhou em jornalismo e documentárioGISÈLE FREUND

Um caso, curioso, que remete para os vários lugares ocupados pelas mulheres, à frente ou atrás da lente-ecrã fotográfica é o de Lee Miller (1907-1977). Modelo fotografada e fotógrafa. Musa e artista. Desnuda e erotizada, quando fotografada por homens. Fotojornalista de guerra e de humor, quando fotógrafa. No Imperial War Museum, de Londres, é possível ver até finais de Abril de 2016 a exposição Lee Miller: A Woman’s War, centrada apenas nas fotografias que a norte-americana fez durante a guerra, em Londres. Em 1927, estava na capa da Vogue americana. Em 1929, era amante e musa, e também aprendiz de fotógrafa, de Man Ray. Três anos depois, abria o seu estúdio fotográfico em Nova Iorque. O marido inglês levou-a a Londres, onde chegou quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial. E, em 1940, publicou Grim Glory, o seu primeiro livro com as fotografias da cidade em estado de guerra, tendo começado a trabalhar na Vogue britânica, quer a fotografar, quer a escrever.

Foi como correspondente de guerra que a mesma revista a enviou a vários países europeus: os hospitais da Normandia, a Libertação de Paris, os campos de concentração, ou casa onde Hitler vivera em Munique fizeram parte dos seus temas de guerra. Através das fotografias que Miller fez antes, durante e logo a seguir à guerra, a actual exposição no Imperial War Museum de Londres centra-se nos modos como as mulheres viveram a guerra e foram afectadas por ela. Mulheres fotografadas por uma mulher. A guerra, o conflito, a violência nas suas associações à fotografia têm sido tema de exposições recentes – por exemplo Conflict, Time, Photography, na Tate Modern até Março de 2015 –, tal como têm sido uma das áreas mais desenvolvidas nos estudos sobre fotografia da última década. Muitas das práticas artísticas e fotográficas contemporâneas surgem como uma reflexão e um modo de activismo sobre o mundo em que vivemos, ajudando a pôr em causa uma história tradicional desprovida de instrumentos para a analisar. Não é por acaso que a arte contemporânea, tal como a fotografia têm sido cada vez mais interpeladas por uma variedade de disciplinas que vão da filosofia à ciência política, à teoria feminista, à cultura visual.

Lee Miller na banheira de Hitler, Munique (1965) LEE MILLER E DAVID E SCHERMAN

As muitas exposições de fotografia de mulheres fotógrafas que, de modo consciente, se têm organizado em tantos lugares nos últimos anos vêm perturbar as narrativas canonizadas quer da história da fotografia, quer da própria história. A fotografia, enquanto tecnologia revolucionária que se cruzou com todas as dimensões, tornou-se um objecto de estudo relevante para as mais diversas áreas das ciências sociais e humanas. Desde as abordagens feministas que interpelaram as ciências sociais e humanas de modo irreversível desde a década de 1970 que as mulheres, enquanto autoras, criadoras, agentes da história, passaram também a ser objecto de estudo. Não numa mera reposição de um cânone, tal como já existia, inquestionado, no masculino. Nem na procura da excepcionalidade de umas quantas mulheres-heroínas que teriam conseguido transgredir as sua limitações. Sim. Elas –fotógrafas, artistas, escritoras, cientistas – foram muito mais do que imaginamos, estudamos nos vários níveis de ensino ou conhecemos. O que é mesmo surpreendente é que tenham sido tantas. Há que estudá-las também enquanto mulheres, porque esse factor, juntamente com outros, foram determinantes nos modos como puderam fazer. Mas importa também fazer as outras perguntas. E essas, sim, interpelam-nos muito mais a nós próprios – no presente – do que ao passado. Porque é que hoje ainda reproduzimos tantas das discriminações em relação à criação e conhecimentos das mulheres nos modos como escrevemos, expomos e “escolhemos” o passado?

fonte: http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/imagens-desfocadas-exposicoes-de-mulheres-fotografas-entre-londres-lisboa-e-paris-1718688#

9 dicas para colocar a mesma pessoa em uma só foto   Leave a comment

Você sabia que existe o “Dia dos Solteiros” na China? Todos os anos, no dia 11 de novembro comemora-se a data daqueles que não tem um par – e esse é um dos dias de maior movimentação no comércio por lá, com pessoas dando presentes para si mesmas. O canal do Youtube DigitalRevTV, comandado pelo apresentador chinês Kai W., resolveu brincar com este dia. A proposta é um tipo de fotografia super divertida, onde se coloca a mesma pessoa várias vezes na foto.

O apresentador Kai W. fotografou a si mesmo várias vezes e este é o resultado final

Kai usa o exemplo de um fotógrafo japonês chamado Daisuke Takakura, que registra imagens incríveis em que uma pessoa contracena com ela mesma gerando composições criativas. O segredo é fazer várias fotos da mesma pessoa com o mesmo fundo.

Foto: Daisuke Takakura

Confira a seguir as dicas e veja o vídeo ao final da matéria:

  1. A câmera deve estar no tripé, para que o fundo captado seja o mesmo – estático. É a pessoa que se move na cena;
  2. Coloque o foco e a exposição no manual. Você vai calcular tudo apenas uma vez e as configurações devem ser as mesmas para todas as fotos, independente de onde a pessoa resolver se posicionar. Isso vai gerar homogeneidade quando todos os cliques forem combinados em um só;
  3. É possível fotografar a si mesmo sozinho (no caso do Dia dos Solteiros). Você precisa apenas colocar para disparo com timmer;
  4. Pense bem como você (ou o modelo que você vai fotografar) estará posicionado em cada clique. É legal que a pessoa esteja interagindo com ela mesma a cada clique;Foto: Kai W.
  5. Tome cuidado com o local onde irá fotografar. A céu aberto, a luz muda o tempo todo, mesmo que você não note. Esteja preparado para lidar com isso na pós-produção;
  6. Pense na composição. Linhas e formas geométricas como portas e janelas são interessantes para posicionar seu modelo (ou a si mesmo);
  7. Não use balanço de branco automático. Utilize alguma pré-definição ou configure um próprio para usar em todos os cliques. Será um pouco chato arrumar o balanço de branco em cada fotografia caso ele acabe modificando um pouco no automático;Que tal essa selfie?
  8. No Photoshop, agrupe todas as imagens no mesmo projeto – cada uma como um “layer” diferente. Elas provavelmente já estarão alinhadas. O que você precisará fazer é apagar os arredores dos clones, deixando um original com o fundo;
  9. Tá aí uma boa ideias para fazer uma “selfie” criativa (foto acima).

por Ruca Souza em 23 de novembro de 2015

Fonte: http://iphotochannel.com.br/9-dicas-para-colocar-a-mesma-pessoa-em-uma-so-foto/

Cinco pintores para inspirar suas fotografias   Leave a comment

Na semana passada, compartilhamos aqui filmes aos quais todo fotógrafo deveria assistir para inspirar a sua fotografia. Assim como o cinema, a pintura robustece a nossa bagagem cultural, porém, nem sempre prestamos atenção ao que elas podem nos mostrar. Telas famosas são, sem dúvida, uma fonte ilimitada de recursos, inspirações e referências. Cada artista tem a sua própria individualidade criativa, mas quem conhece a perspectiva e a luz através dos grandes pintores da história, provavelmente vai saber como aproveitar melhor a sua técnica de compor imagens.

Embora muitos fotógrafos usem pintores como referência, hoje nem todos tentam adaptar as técnicas utilizadas em pinturas famosas nas suas fotografias. Quando falamos de luz, o barroco é sempre o mais lembrado, mas há outras tendências contemporâneas a serem exploradas. Trazemos nesta primeira parte, cinco pintores para inspirar suas fotografias:

Diego Velázquez

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Não poderíamos começar a lista sem mencionar um dos pintores mais sensacionais da história da arte. As obras de Velázquez são ricas em volumes e ensinam como aproveitar adequadamente o uso dramático da luz lateral, da perspectiva e inteligência composicional.  A sua obra As Meninas, além de ser uma das mais intrigantes por séculos, ensina como incluir, dispor e harmonizar os personagens magistralmente em um retrato.

Edgar Degas

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Uma das mais marcantes características do francês é a suavidade de suas obras. Ele costumava usar bastante os tons pastel na primeira fase de sua vida artística, passando a utilizar tons mais vibrantes somente na década de 1860. O movimento de suas pinturas também é algo para se prestar atenção: ele usava bailarinas como pretexto para reproduzir o movimento fluido, gostava de representar cenas do cotidiano e de utilizar enquadramentos casuais, concentrando o assunto em alguma parte do quadro, em vez de os dispor equilibradamente. Sua obraFamília Bellelei traz uma composição bastante ousada: posturas anticonvencionais e personagens focalizados num momento de intimidade, com expressões sutis.

Abaixo, fotografia La Foie, da italiana Giulia Pesarin, inpirada em Degas:

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René Magritte

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O pintor surrealista é um nome de referência na fotografia contemporânea por suas obras provocadoras, espirituosas e que desafiam as percepções do observador. Diversos fotógrafos, designers e arquitetos se influenciaram no pintor cerebral, principalmente na sua famosa obra Os Amantes.  Ele praticou o surrealismo realista, com uma nitidez tão impressionante que chega a se confundir com a realidade. Um quadro de Magritte é um objeto de reflexão: o sentido está muitas vezes escondido e é alvo de segundas, terceiras e quartas interpretações. Ele desenvolveu uma produção artística metafísica que apresentava objetos e elementos comuns dentro de contextos inusitados.

A equipe do blog da jornalista Lilian Pacce criou uma produção de moda surrealista que resgata elementos de sua obra e uma atmosfera metafísica com apenas dois modelos e muitos lenços. Confira abaixo:

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Rembrandt

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O pintor holandês, conhecido como o mestre da luz,  foi um dos maiores pintores da era Barroca, época em havia uma obsessão dos artistas pelo domínio da luz. Os pintores exploravam os contrastes entre luz e sombra, fazendo com que o clima da pintura se tornasse mais leve, embora aumentasse a dramaticidade da cena. O esquema unilateral de iluminação utilizado por Rembrandt valorizava as expressões faciais dos personagens e hoje é um dos tipos de iluminação mais utilizados por fotógrafos de moda e retratistas. A Luz Rembrandt, como ficou conhecida, é caracterizada por um pequeno triângulo posicionado lateralmente a 45 graus da linha dos olhos e um leve escurecimento no lado oposto da face do modelo.

A técnica está visivelmente aplicada no retrato da atriz Scarlett Johansson pela dupla de fotógrafos de moda Inez & Vinoodh:

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Pablo Picasso

Ao falarmos de cubismo, automaticamente lembramos do pintor espanhol considerado um dos maiores artistas do século XX e cofundador desse movimento artístico. Ele também desenvolveu esculturas, desenho, cerâmica, poesia e passou por diversas fases artísticas em sua vida, mas o cubismo é a mais marcante.  Nas pinturas cubistas, os objetos são quebrados e remontados de modo abstrato, destacando suas formas geométricas compostas e descrevendo-os a partir de vários pontos de vista simultâneos.

Um dos fotógrafos influenciados pelo movimento foi Kertész, já comentado aqui anteriormente. Ele iniciou a sua carreira como fotógrafo de rua, registrando a vida cotidiana, mas seus temas são muito variados e todos eles instigam a curiosidade visual na hora de encontrar novas perspectivas das coisas mais comuns.

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A lista de nomes a serem lembrados é ampla, os quais continuarem a abordar em uma série. Em suma, quanto mais referências você tem, mais fácil fica experimentar e desenvolver o seu processo de criação. Analisar e procurar entender melhor movimentos artísticos e técnicas utilizadas por famosos pintores irá abrir seus olhos para um mundo de possibilidades fotográficas.

por  Suelen Figueiredo em 11 setembro de 2014

Fonte: http://iphotochannel.com.br/cinco-pintores-para-inspirar-suas-fotografias/

Alunos homenageiam o 19 de setembro – Dia Mundial da Cianotipia!   Leave a comment


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Celso Bessa escreve sobre a Mostra feminino pelo feminino   Leave a comment

Tela da mostra virtual Feminino pelo Feminino, de Isabella Carnevalle

O Feminino pelo Feminino, mostra virtual 3D de Isabella Carnevalle

Por  em
 –  25 / fev

Entre 1998 e 2008, a fotógrafa Isabella Carnevalle fez diversos autorretratos usando câmera de orifício (pinhole). As fotografias deram origem a uma exposição/instalação no Centro Cultural Érico Veríssimo, em Porto Alegre (RS) em 2008, que agora ganha uma versão digital na mostra virtual Feminino pelo Feminino. Saiba mais.

A escolha em 1998 por um dos princípios mais rudimentares da fotografia se mostrou acertada para lidar a busca pela compreensão do feminino que permeia os trabalhos de Isabella Carnevalle. Dada a natureza das pinholes tradicionais, que não permitem que o fotógrafo veja a imagem ao fazer o registro, pode-se imaginar o quanto os autorretratos da fotógrafa exigiram que ela aprendesse sobre si e seu espaço no mundo, atentando para sua postura, seu corpo, suas emoções e sua relação com o que estava à sua volta.

Podemos dizer que para a autora inserir o feminino na pinhole, foi necessário extrair o feminino em Isabella. Uma jornada de auto-conhecimento que podemos acompanhar claramente em suas fotografias.

Múltiplos, primeiro movimento. Foto mais antiga da exposição Feminino Pelo Feminino

Inicialmente inspirada em textos de Clarice Lispector, Feminino pelo Feminino começa com Múltiplos – terceiro movimento, em 1998, mostrando diversas Isabellas e continua por 4 séries de fotografias melancólicas, onde a retratada se funde ora à luz, ora à sombras, sem que posamos vê-la claramente. E se encerra, não por acaso, com um retrato muito mais sucinto e “formal”, Sem Título, em 2008, com Isabella olhando, com uma certa serenidade, por uma janela. Serviu para marcar a conquista daquele ciclo, e também, quase como vaticínio, mostrar as novas direções que a autora e sua fotografia tomariam.

Ainda que jamais seja a mesma experiência que ver as belas fotografias ao vivo em uma instalação, a escolha por fazer de Feminino pelo Feminino uma mostra virtual na internet se mostra mais um acerto da fotógrafa. Mais que uma representação digital do que foi a instalação de 2008, é eco do momento que vivemos, quando o femininismo e o feminimo ganham mais alcance e força em uma sociedade cada vez mais interconectada, e transformando a jornada de individual Isabella em uma jornada coletiva.

Sem Título, o autorretrato de Isabella Carnevalle mais recente na mostra Feminino pelo Feminino

Ao visitar o espaço 3D da exposição — especialmente em tela cheia, à meia luz e ouvindo Nina Simone — não são apenas os retratos de Isabella que vemos, é a “caixa preta” do feminino que se apresenta para nós.

Serviço – Feminino pelo Feminino, de Isabella Carnevalle

  • Mostra virtual no site www.isabellacarnevalle.com.br
  • Exige o uso do plugin Unity Player no navegador
  • Fotografias: Isabella Carnevalle
  • Curadoria: Neide Jallageas
  • Textos: Marcelo Gobatto e Neide Jallageas
  • Design e Desenvolvimento: Roger Machado

fonte: https://www.jornaldafotografia.com.br/dicas/o-feminino-pelo-feminino-mostra-virtual-3d-de-isabella-carnevalle/

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