Arquivo para a Tag ‘Dia mundial da cianotipia

E já temos o resultado do sorteio pelo Dia Mundial da Cianotipia!!!   Leave a comment

nome sorteado Hardis-002

E a cianotipia escolhida por ela foi:

Margaridas

O sorteio foi feito ao vivo no domingo – dia 15/10 às 17:48h – pelo facebook e está acessível através do https://www.facebook.com/isabellacarnevalle/videos/1460615320660484/.

Daiane Menezes, uma amiga muito querida,  foi quem fez o sorteio. Brigadão Dai!!!

E Parabéns Hardis!!! Já já entro em contato para combinarmos a entrega…

 

Bjos a todos

 

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Em 2016 o Dia Mundial da Cianotipia é em 24 de setembro!   Leave a comment

Inquietações levaram cientistas de diferentes áreas a se debruçar e descobrir simultaneamente em diferentes partes do mundo como fixar uma imagem formada a partir de reações químicas provocadas pela luz em um suporte minimamente duradouro.

O descobridor da cianotipia, o inglês Sir John Frederick William Herschel, cientista e astrônomo que tinha múltiplos interesses investigativos trouxe à luz a impressão em azul apenas três anos depois de Talbot e Daguerre terem anunciado seus inventos.

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Retrato de uma jovem mulher impresso em cianotipia por  Sir John William Herschel, 1842 –  Mede 10.20 x 07.8 cm

Diferente de várias pesquisas que já vinham sendo feitas em torno dos sais de prata, Herschel, após conduzir diversas investigações neste sentido – memorandos dele revelam que em fevereiro de 1840 havia realizado cerca de setecentos experimentos usando sais de prata – desenvolveu estudos abrangendo outros compostos de metais sensíveis à luz.

E descobriu em 1842 que o Ferricianeto de Potássio (K3Fe(CN)6) e o Citrato de Ferro Amoniacal  (C6H11FeNO7), solúveis em água, quando expostos à luz solar, formavam o químico também conhecido como Cianótipo, Ferroprussiato e Blueprint, de coloração azul da Prússia – corante usado no tingimento dos tecidos dos uniformes militares prussianos, daí o nome.

As fontes primárias sobre as investigações de Sir John são as suas notas manuscritas experimentais, memorandos, e impressões de teste, e seus trabalhos científicos publicados a partir deles. Cadernos experimentais de Herschel estão na Biblioteca do Science Museum de Londres e alguns documentos originais estão no Humanidades Research Center – HRC -, da Universidade do Texas em Austin. A correspondência de Herschel, em conjunto com os projetos de seus artigos publicados e algumas impressões de teste são mantidos na biblioteca da Royal Society, em Londres.

Apesar da cianotipia não sido tão popular, provou ser dos métodos de impressão fotográfica mais permanentes. Existem exemplares de cianotipias de Herschel desde 1842. A maioria ainda estão na Grã-Bretanha, dividida entre a coleção do National Media Museum – antes chamado National Museum of Photography, Film and Television -, localizado em Bradford e no The Museum of the History of Science na Universidade de Oxford, ambos na Inglaterra. E algumas das gravuras de amostras descritas em memorando estão no HRC.

Um ano após a descoberta da cianotipia temos um marco na história da fotografia. A botânica inglesa Anna Atkins  utilizou o recém descoberto processo do cianótipo e criou o primeiro livro a ser impresso e ilustrado fotograficamente – Photographs of British Algae: Cyanotype Impressions -, publicado em fascículos a partir de 1843.

E demonstra que o meio da fotografia poderia ser cientificamente útil e esteticamente belo.

Desde a década de 1960 a Cianotipia tem sido bastante utilizada por artistas que empregam a fotografia como forma de expressão.

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Cianotipia em fotograma de Atkins que está no primeiro fascículo do Photographs of British Algae Cyanotype Impressions

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