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A história de uma contadora de histórias   Leave a comment

Nascida em 1852, Gertrude Käsebier foi uma das mais influentes fotógrafas estado-unidenses do século 20. Tornou-se conhecida pela forma como abordou a maternidade, por seus poderosos retratos dos índios norte-americanos e por seu esforço em promover a fotografia como um carreira para mulheres.

Filha de família rica, viu sua situação financeira piorar após a súbita morte do pai, aos 14 anos. Assim, mudou-se para Nova Iorque onde sua mãe abriu uma pensão para sustentar os filhos. Quando completou 22 anos, casou-se com Eduard Käsabier, um homem de negócios com quem mudou-se para Nova Jersey e teve três filhos.

Käsabier não se dava bem com o marido e, embora infeliz, recusava-se a se divorciar — atitude que, na época, era considerada um escândalo. Essa situação melancólica serviu de inspiração para muitas de suas imagens, em especial uma, Yoked and Muzzled – Marriage (1915), algo como “acoplados e amordaçados – casamento”. Mesmo com suas diferenças, o esposo a apoiou financeiramente quando ela decidiu cursar Arte, já com 37 anos.

Mas foi sob protestos do marido que ela voltou a morar com a família no Brooklyn para estudar em turno integral no Pratt Institute of Art and Design. Nessa época, foi influenciada pelas ideias de Friedrich Fröbel, um estudioso que defendia a importância da maternidade no desenvolvimento das crianças. Suas imagens, mais tarde, enfatizariam o vínculo entre mãe e filho.

Mesmo estudante de desenho e pintura, Gertrude tornou-se obcecada com a fotografia. Como muitos estudantes, viajou para Europa para dar continuidade à sua educação — com a diferença de que levou as duas filhas mais novas consigo. Após estudar química fotográfica na Alemanha, retornou ao Brooklyn: seu marido estava doente e as finanças da família iam mal. Decidiu, então, tornar-se fotógrafa profissional.

Um ano depois da decisão, passou a trabalhar como assistente do fotógrafo Samuel H. Lifshey, responsável por expandir seu conhecimento em técnicas de impressão. Em apenas um ano, ela exibiu 150 de suas fotografias no clube da câmera Boston, um número enorme para um artista individual. O sucesso levou sua mostra a outros lugares, como a Sociedade Fotográfica de Filadélfia. Ela também passou a realizar palestras sobre seu trabalho, encorajando outras mulheres a construírem uma carreira em fotografia.

Em 1890, soube que cowboys, índios e outros personagens típicos do oeste dos Estados Unidos estavam em Nova Iorque para um espetáculo chamado Buffalo Bill’s Wild West. Quando assistiu, ficou encantada com a fisionomia dos nativos americanos, o que lhe rendeu seu ensaio mais famoso e o desenvolvimento de uma de suas principais características como fotógrafa: o foco nos traços do rosto e na estatura dos personagens clicados.

Depois de construir uma sólida trajetória profissional — que se fortaleceu após o falecimento de seu marido, em 1910 —, Käsabier passou a trabalhar como retratista de importantes figuras da época. Em 1929, mesmo ano em que realizou uma imensa exposição no Booklyn Institute of Arts and Sciences, desistiu da fotografia e liquidou todos os equipamentos de seu estúdio. Faleceu em 1934, na casa de sua filha Hermione, também fotógrafa.

Fonte: ESPM – http://foto.espm.br/index.php/referencias/gertrude-kasebier-a-historia-de-uma-contadora-de-historias-fotografa-mulher/
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Mostra virtual feminino pelo feminino inaugura Agora!   Leave a comment

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feminino pelo feminino trata-se de um projeto de instalações fotográficas da artista gaúcha Isabella Carnevalle, que inaugura agora – 24/2  às 19h, – com visitação permanente no endereço www.isabellacarnevalle.com.br . Primeira etapa foi em 2008, com uma exposição física, que agora está numa galeria virtual com recorte diferenciado. São 18 obras – doze inéditas – em preto e branco, produzidas com câmeras de orifício tradicional e digital. Inicialmente inspiradas em textos de Clarice Lispector, os trabalhos estão distribuídas em sete ambientes virtuais em 3D, onde o visitante pode percorre- los livremente e aproximar-se das obras para ver os detalhes. Neide Jallageas, premiada artista Pós Doutora assina curadoria e o professor Doutor Marcelo Gobatto é responsável pelo texto crítico.

A Grande Depressão sob as lentes de Dorothea Lange   Leave a comment

Dorothea Lange (1895 – 1965) foi uma influente fotógrafa documental e fotojornalista norte-americana conhecida por seus retratos da Grande Depressão para a Farm Security Administration (FSA). Suas imagens ajudaram a humanizar as consequências da Crise de 1929 e influenciaram o desenvolvimento da fotografia documental.

Children of Oklahoma drought refugee in migratory camp, 1936. Foto: Dorothea Lange.

Foto de Dorothea Lange. One_of_chris_adolphs_younger_children_1939

One of Chris Adolph’s younger children, 1939. Foto: Dorothea Lange.

Nascida na segunda geração de uma família de imigrantes alemães sob o sobrenome Margaretta Nutzhorn, Dorothea passou a usar o nome de solteira da mãe aos 12 anos, quando seu pai abandonou a família. Esse foi um dos dois incidentes traumáticos que marcaram sua infância. O outro foi a contração de Poliomielite aos sete anos, o que a deixou com a perna direita enfraquecida e a fez mancar pelo resto da vida.

Foto de Dorothea Lange. Farmers_who_have_bought_machinery_cooperatively_1939

Farmers who have bought machinery cooperatively, 1939. Foto: Dorothea Lange.
Foto de Dorothea Lange. Country_store_1939
Country Store, 1939. Foto: Dorothea Lange.

Lange aprendeu fotografia com Clarence H. White na Columbia University de Nova Iorque e logo começou a trabalhar como aprendiz em diversos estúdios da cidade, como o Arnold Genthe. Em 1918, mudou-se para São Francisco, onde abriu seu bem sucedido estúdio de retratos e morou pelo resto de sua vida. Na época, casou-se com seu primeiro marido, o pintor Maynard Dixon, com quem teve dois filhos, Daniel e John.

Mother and child of Arkansas flood refugee family, 1937. Foto: Dorothea Lange.

Mother and child of Arkansas flood refugee family, 1937. Foto: Dorothea Lange.

Grandfather and Grandson, Manzanar Japanese Concentration Camp, 1942. Foto: Dorothea Lange.

Grandfather and Grandson, Manzanar Japanese Concentration Camp, 1942. Foto: Dorothea Lange.

Com a Crise de 1929 logo depois do nascimento de John, Lange tirou sua câmera do estúdio para clicar a situação das ruas. As imagens que fez dos desabrigados chamaram a atenção de outros fotógrafos, o que a levou a trabalhar na Ressettlement Administration (RA), depois chamada de Farm S

ecurity Administration (FSA), uma instituição criada com o objetivo de combater a pobreza rural, uma das principais consequências da Grande Depressão. Seu segundo marido, o professor de economia Paul Taylor, foi reponsável por politizá-la ainda mais.

Resettled farm child, 1935. Foto: Dorothea Lange.

Resettled farm child, 1935. Foto: Dorothea Lange.

Against the wall, 1934. Foto: Dorothea Lange.

Against the wall, 1934. Foto: Dorothea Lange.

De 1935 a 1939, Lange retratou para a FSA o sofrimento dos pobres e esquecidos, especialmente das famílias rurais deslocadas e dos trabalhadores imigrantes. Suas imagens eram distribuídas gratuitamente a jornais de todo o país, tornando-se fortemente representativas da época. A fotografia mais conhecida deste período é “Migrant Mother”, um dos mais icônicos registros da história da fotografia, que retrata uma imigrante chamada Florence Owens Thompson com três de seus sete filhos. A foto original original contava com a mão de Florence segurando um dos alicerces da barraca, mas a imagem foi retocada para que seu polegar fosse escondido. O dedo indicador permaneceu intacto e pode ser visto na parte inferior direita da imagem.

Migrant Mother, 1936. Foto: Dorothea Lange.

Migrant Mother, 1936. Foto: Dorothea Lange.

Mother and baby of family on the road, 1939. Foto: Dorothea Lange.

A fotógrafa foi premiada em 1941 com uma bolsa da Fundação Guggenheim para excelência em fotografia, que abandonou para registrar a evacuação forçada de japoneses americanos a campos de realojamento após o ataque a Pearl Harbor. Para muitos, suas imagens das crianças nipo-americanas jurando lealdade à bandeira antes de serem enviadas a esses campos são uma assustadora lembrança de uma antiga política: deter pessoas que não cometeram crimes, e sem lhes oferecer qualquer apoio. As fotografias desse episódio, em especial do campo de Manzanar, foram tão obviamente críticas que o exército as confiscou. Hoje elas estão disponíveis na divisão de fotografias do site do arquivo nacional do país e na Biblioteca Bancroft da Universidade da Califórnia.

Foto de Dorothea Lange. Migratory_mexican_field_workers_home_next_to_pea_field_1937

Migratory mexican field workers home, 1937. Foto: Dorothea Lange.

Foto de Dorothea Lange. Cheap_auto_camp_housing_for_citrus_workers_1940

Cheap auto camp housing for citrus workers, 1940. Foto: Dorothea Lange.

Nas últimas décadas de sua vida, Lange sofreu de diversos problemas de saúde. Faleceu em 1965. Em 2006, uma escola foi batizada em sua honra em Nipomo, na Califórnia, perto do local onde foi clicada “Migrant Mother”.

Fonte: Blog do Centro de Fotografia ESPM – http://foto.espm.br/index.php/index.php/referencias/a-grande-depressao-sob-as-lentes-de-dorothea-lange/

Publicação do PhotoChannel   Leave a comment

Autoral: Pin-holes de Isabella Carnevalle

por Alcides Mafra

Foto: Isabella Carnevalle

Isabella Carnevalle começou a dar forma ao ensaio  Feminino pelo Feminino por volta de 1998. Na ocasião, a gaúcha, hoje com 43 anos de idade e morando em Porto Alegre (RS), vivia em São Paulo e estava em um processo de aprendizado. Fez dois cursos que foram fundamentais para a sua trajetória: um sobre cianotipia e o outro sobre fotografia pinhole, o qual deu início ao seu projeto.

Depois de um período militando na imprensa, batendo ponto em redação e também desenvolvendo “frilas”, Isabella retornou a Porto Alegre (em 2003) para trilhar o caminho do documentário e da arte – além de ministrar oficinas sobre a fotografia criativa da qual foi pupila.

Em 2008, a fotógrafa e professora montouFeminino pelo Feminino no Centro Cultural Erico Verissimo. Trata-se de um trabalho que percorre mais de uma década. Uma instalação fotográfica poética, conforme classifica a autora, que produziu as primeiras imagens com uma lata de filmes e uma caixa de papelão – seguindo a boa tradição da fotografia pinhole. As mais recentes envolveram o uso de tecnologia digital.

“Começou no workshop, oferecido pela Neide Jallageas e o Paulo Angerami, com a leitura de textos da Clarice Lispector, vários momentos de sensibilização, a construção de câmeras de orifício, testes de calibragem das câmeras e finalmente a captação de imagens”, lembra Isabella.

Ao fim do workshop, havia um pequeno grupo formado, reunido em torno do nome ClaraCena. “As fotografias que eu produzi nesse período foram trabalhadas no laboratório PB e tenho lembranças engraçadas dessa época. Eu sou bastante detalhista e rigorosa e ficava buscando os mínimos detalhes de diferença nas exposições. Isso fazia com que eu sofresse horrores quando ia trabalhar no laboratório. Continuo sofrendo e não gostando de laboratório, apesar de achá-lo um universo rico em possibilidades até hoje”, admite a gaúcha.

O ensaio ficou um tempo na gaveta. Só foi retomado já no retorno a Porto Alegre. “Apresentei a um fundo municipal de financiamento de produção artística, o Fumproarte, que aprovou a instalação fotográfica Feminino pelo Feminino. Agreguei novas imagens, agora feitas com câmera de orifício digital”, informa.

O ensaio se divide em várias pequenas séries, as quais representam diferentes etapas do projeto e também diferentes formas de captação da imagem, tendo em comum no entanto o fato de terem sido todas feitas com a técnica pinhole. “O título envolve tanto o fato de ser eu, uma mulher, produzindo algo que pretende tocar o espectador ‘tanto quanto’ me sinto tocada durante o fazer das imagens. Olhando mais atentamente, ele se refere às qualidades consideradas femininas: emotividade, sensibilidade, flexibilidade, enfim…”, explica Isabella, para quem o processo de execução do trabalho, feito de forma bastante artesanal, tem tanto valor quanto o resultado.

Foto: Isabella Carnevalle

Série Fantasmática

Foto: Isabella Carnevalle

Série Verso do Inverso, uma releitura da série Fantasmática, manipulada e impressa em laboratório PB

Foto: Isabella Carnevalle

Série Traços, feita com pinholes convencionais em negativo PB e trabalhadas em laboratório PB e no PC

Foto: Isabella Carnevalle

Foto captada com câmera de orifício digital e manipulada em computador

Fonte: http://www.photochannel.com.br/index.php/autoral/autoral-o-feminino-de-isabella-carnevalle/

O segredo de Vivian Maier   Leave a comment

Durante mais de 40 anos, entre o princípio da década de 50 e a de 90, a fotografia foi o maior segredo da sua vida. Fotografou obsessivamente – mais de 100 mil negativos foram encontrados – mas nunca deixou que outra pessoa entrasse no seu mundo a preto e branco.

Tantas reservas em relação à própria arte só a encontro, que eu saiba, em Franz Kafka – e mesmo assim, ao contrário de Vivian Maier, Kafka mostrava os seus escritos às pessoas mais próximas.

(Antes de morrer, Kafka deixou indicações ao seu executor testamentário para que queimasse todas as suas obras. Felizmente para nós, Max Brod não acatou estas instruções e chegou a preparar algumas para publicação. No entanto, tal como em relação a Maier, só depois de morrer o mundo tomou conhecimento da sua existência.)

Vivian Maier nunca teve ninguém a quem pudesse pedir a destruição do seu espólio: viveu sempre sozinha, acompanhada da sua inseparável Rolleiflex (mais tarde uma Leica, quando mudou para a cor). A relação mais estável e duradoura da sua vida foram as três crianças da família Gensburg para quem trabalhou como baby-sitter.

Maier viveu alguns anos em Nova Iorque, mudou-se para Chicago, viajou pelo país, às vezes fora do país, fotografando sempre, sobretudo os desafortunados da vida. À medida que os anos iam passando, Maier foi tendo cada vez mais dificuldade em arranjar trabalho. Teria ficado a dormir na rua, se as crianças da família Gensburg, que a consideravam uma segunda mãe mesmo depois de se tornarem adultas, não se tivessem juntado para lhe pagar o aluguer de um pequeno estúdio.

Apesar desta ajuda, vivia na miséria, sem dinheiro para revelar as fotos que tirava. De certa forma viveu a tragédia de Beethoven, cuja surdez na parte final da vida o impediu de ouvir as suas composições. Muitas das fotos de Maier também permaneceram encerradas na sua cabeça.

Os pormenores da sua vida são tão escassos que não se sabe bem o que lhe aconteceu a partir da década de 90. Teriam os seus afilhados desistido de ajudar a pagar a renda? A investigação continua. Um documentário sobre a sua vida encontra-se agora em fase de pré-produção. O que se sabe é que, em 2007, todos os seus negativos foram confiscados para cobrir rendas em atraso. Acabou por morrer dois anos depois, a 21 de Abril de 2009, aos 83.

O seu espólio foi descoberto quando os negativos foram leiloados e comprados por John Maloof, um agente imobiliário de 29 anos que se interessou pelos rolos quando descobriu que continham fotografias de cenas da vida quotidiana de Chicago. Maloof e um amigo estavam a recolher material fotográfico vintage que documentasse a história do emblemático parque da cidade, o Portage Park.

Maloof pagou 400 dólares, pouco mais de 276 euros.

O agente imobiliário não encontrou qualquer foto do parque no espólio de Maier e, «sem perceber nada de fotografia de rua», viu-se com milhares de negativos e sem saber o que lhes fazer. Digitalizou algumas fotos, abriu um blogue, mas passou despercebido. A 9 de Outubro de 2009 resolveu pedir ajuda no Flickr, na página de um grupo chamado Hardcore Street Photography.

Depois de explicar que estava na posse de uma quantidade gigantesca de negativos, escreveu o seguinte: «Acho que a minha questão é esta, que faço eu com isto? Vejam as fotos no meu blogue. Será isto material digno de exposições ou de um livro? Ou este tipo de trabalhos surge com frequência? Gostava realmente que me orientassem».

Vale a pena seguir o link e ler todos os comentários que despoletou.

E foi assim que o mundo finalmente descobriu um dos segredos mais bem guardados da street photography. As fotos de Vivian Maier foram exibidas no Centro Cultural de Chicago, com um sucesso estrondoso, tendo em conta também a peculiar história do seu espólio e o mistério da fotógrafa; o livro já foi publicado e um documentário está a caminho.

As fotos que aqui estão são uma ínfima parte da sua arte. A coleção na sua página oficial, com centenas delas, incluindo 40 auto-retratos, continua a ser uma pequena parte do seu espólio. Maier deixou uma vida inteira por revelar.

Fonte: http://bitaites.org/artamente/o-segredo-de-vivian-maier/

Publicado 13/04/2012 por Isabella Carnevalle em Fotógrafos

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Julia Margaret Cameron   Leave a comment

Está considerada como una gran excéntrica de la fotografía. Nació en en 1815 en Calcuta (India), en el seno de una familia de diez hermanos. Hija de escocés y francesa pertenecientes a la sociedad bengalí fue educada en Francia hasta los 19 años, donde regresó de nuevo a la India.

A los 21 años conoció a Sir John Herschel, quien más tarde implantó los términos “positivo, negativo y fotografía”, y autor del descubrimiento de las propiedades del tiosulfato de sodio como fijador de las sales de plata. Sir John Herschel actuó a veces como el asesor fotográfico de Cameron.

Casada con un hombre veinte años mayor que ella, excelente jurista y plantador de té, vivió en la India hasta los treinta y tres años, depués se trasladó con toda su familia a la Isla de Wight, en Inglaterra.

Foto de Julia Cameron. The red and white roses (1865).

Julia Margaret Cameron tuvo seis hijos y otros adoptados, por este motivo vivía en un gran caserón, que siempre se encontraba lleno de poetas, artistas y científicos de la época victoriana.

En 1863, cuando contaba ya con cuarenta y ocho años y a causa de un viaje de su marido, su hija la regaló una cámara para paliar la soledad por su ausencia. Este hecho tuvo un fuerte impacto en Julia que la hizo dedicarse plenamente a la fotografía. Armada con esta primera cámara fotográfica (construida en madera con un objetivo de la marca Jamin), un equipo de revelado y gracias a la asistencia de John Herschel, en pocos meses domino el proceso al colodión. Transformó y adaptó una carbonera de la casa en un improvisado laboratorio y un cuarto de niños en su estudio, donde se dedicó a realizar fotografías, retratos en su inmensa mayoría, de sus familiares, amigos, criados,… obligándoles en muchas ocasiones a posar largos períodos de tiempo, debido a las investigaciones que solía llevar a cabo con la luz y las placas.

Study for the Cenci (1868)

Tuvo una gran inspiración en pintores románticos de la época para realizar sus alegorías, muchas de ellas de ámbito religioso, que causaron gran admiración en sus convecinos, recibiendo grandes felicitaciones por sus interpretaciones. Margaret Cameron falleció en 1879.”

Fonte:  http://www.conchamayordomo.com/es/node/220


Publicado 02/01/2012 por Isabella Carnevalle em Fotógrafos, História

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Mais alguns olhares de Julia Margaret Cameron   Leave a comment

“… Ao completar seis décadas de poder, Elizabeth II será o segundo monarca há mais tempo no trono britânico. Só a rainha Vitória teve reinado mais longevo, de 1837 a 1901. Período que ficou conhecido como a “Era Vitoriana”, tempos de prosperidade econômica, política e cultural.

Na fotografia não foi diferente. Neste cenário, surgiu um dos clássicos da fotografia mundial: Julia Margaret Cameron (1815-1879).

Mesmo só tendo começado a fotografar aos 48 anos e por prazer (era de uma família abastada), Cameron deixou uma obra significativa e pontual na história da fotografia. Aproveitou o círculo de amizades para retratar várias personalidades da época, como Charles Darwin. E a sua estética, que mescla subjetividade, teatralidade e uma luz bem peculiar, ainda inspira fotógrafos atuais. Uma das características mais marcantes das fotografias de Cameron são os “olhares” que os fotografados carregam.”

por Alexandre Belém

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/sobre-imagens/mulheres/os-olhares-de-julia-margaret-cameron/
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