Arquivo para a Tag ‘Fotojornalismo

Mestres da Fotografia: Robert Capa   Leave a comment

Nascido em Budapeste em outubro de 1913, Endre Erno Giredmann, conhecido como Robert Capa, foi um dos mais importantes fotógrafos do século 20. Entre as décadas de 1930 e 1950, esteve mais perto dos fatos do que qualquer fotojornalista havia chegado até então. No front das piores guerras, mesclava três de suas mais importantes características: a coragem, o senso apurado de composição e o olhar humano. Nas palavras de seu amigo John Steinbeck, “Capa mostrava o horror de todo um povo no rosto de uma criança”.

A paixão que transparece em muitas de suas imagens era fruto de certa obsessão com o ofício: o mais aclamado fotógrafo de guerra da história odiava a guerra – suas fotografias são justamente um manifesto contra ela. Judeu, deixou a Hungria aos 18 anos e mudou-se para Berlim, onde estudou Ciência Política. Seu desejo original era ser escritor, mas conseguiu um emprego como fotógrafo freelancer e aprendeu a amar a profissão. Com a ascensão do Nazismo, deixou a Alemanha e mudou-se para a França, encontrando dificuldades para conseguir emprego. Adotou o nome Robert Capa nesta época – “cápa”, “tubarão” em húngaro, foi seu apelido na infância. Para incorporar o nome, contou com a ajuda da namorada Gerda Taro, que intermediava o contato de possíveis clientes com o “grande fotógrafo americano”. No começo, ele se dizia tão rico e bem sucedido que podia vender suas imagens pelo preço de tabela padrão.

De 1936 a 1939, fotografou os horrores da Guerra Civil Espanhola, ao lado de Gerda, sua companheira e também fotógrafa, e David Seymour. Essa cobertura o tornou famoso mundialmente, com destaque para “The Falling Soldier”, como ficou conhecida sua imagem de um antifranquista no exato momento em que leva um tiro. A fotografia teve repercussão internacional quase instantânea e se tornou um poderoso símbolo da guerra.  Além disso, foi fruto de especulação: muitos, como o jornalista Phillip Knightley, afirmavam se tratar de uma fraude. Nenhum conseguiu abalar a reputação do fotógrafo.

Quando Gerta foi morta na Espanha, em 1938, Capa viajou para a China e emigrou para Nova Iorque um ano depois. Como correspondente americano, fotografou a Segunda Guerra Mundial em Londres, Itália e Norte da África, além da Batalha de Normândia. Este episódio deu origem a “The Magnificent Eleven”, um de seus mais famosos ensaios. Na invasão dos Aliados às praias francesas, Capa acompanhou a segunda onda de tropas americanas, que enfrentou grande resistência dos soldados alemães. O fotógrafo tirou 106 fotos e muitas delas foram destruídas em um acidente já no laboratório, em Londres.

Capa era amigo de artistas como Ernest Hemingway, Truman Capote, Pablo Picasso, Henri Matisse, John Huston e Gene Kelly – e todos eles foram belamente retratados por ele. Reza a lenda que seu romance de dois anos com a atriz sueca Ingrid Bergman, amiga do cineasta Alfred Hitchcock, serviu de inspiração para o filme Janela Indiscreta (1954), no qual um fotógrafo de guerra com a perna ferida passa os dias com sua mais potente lente em frente a uma janela, resistindo às tentativas de casamento da namorada.

É consenso que o título “Fotógrafo de Guerra” é redutor demais para a dimensão e importância de sua obra: Capa esteve na vanguarda da fotografia do século 20. Até então, as fotos de guerra eram feitas com câmeras enormes, que impossibilitavam a espontaneidade e a mobilidade. Ele utilizava uma Leica 35mm, além de uma Contax IIa e uma Nikon S. Por fotografar de perto, deu identidade ao sofrimento e à barbárie, assumindo os mesmos riscos dos soldados que fotografou, com a diferença de que as câmeras eram suas únicas armas. Em 1947, fundou a Magnum Photos ao lado de Henri Cartier-Bresson, David Seymour, George Rodger e William Vandivert. A agência foi uma cooperativa pioneira e trabalhou com fotógrafos freelancers do mundo inteiro.

Sua morte, em 1954, foi uma trágica consequência de seu lema, a mais famosa de suas frases: “Se suas fotos não estão boas o suficiente, você não está perto o suficiente”. Pisou em uma mina durante a cobertura da guerra de Indochina para a revista Life. Foi encontrado com a câmera nas mãos.

“Quem se considera artista não consegue trabalho. Considere-se um fotojornalista e, então, faça aquilo que quiser”
Robert Capa para Henri Cartier Bresson

Fonte: ESPM – http://foto.espm.br/index.php/referencias/o-soldado-sem-armas-robert-capa-fotojornalismo-fotografia-de-guerra/
Anúncios

“Se eu pudesse contar uma história com palavras, não precisaria andar com uma câmera”, Lewis W. Hine   Leave a comment

Sociólogo por formação, o americano Lewis Wickes Hine encontrou na fotografia uma forma de fazer a diferença diante dos piores problemas sociais dos Estados Unidos do início do século XX. Se na época suas imagens ajudaram a criar diversas leis trabalhistas, foi apenas após sua morte que foi reconhecido, também, como um grande fotógrafo.

Já como professor na Escola de Cultura Ética de Nova Iorque,  Hine comprou sua primeira câmera, utilizando as fotografias como uma ferramenta pedagógica. A partir de 1905, adotou a prática como um meio de denunciar a miséria dos imigrandes europeus, expondo à opinião pública suas péssimas condições de trabalho. Na época, grande parte da mão de obra industrial norte-americana era composta por crianças. Seus registros ajudaram na criação e na aprovação da primeira lei nacional de trabalho infantil.

Em 1908, foi chamado para integrar o recém criado Comitê Nacional do Trabalho Infantil, deixando de lecionar para tornar-se detetive. Em um ano, viajou pelo interior do país e cobriu quase 20 mil quilômetros, em condições precárias de acomodação e higiene e sem grandes recompensas monetárias. Por ser ocasionalmente impedido de fazer seu trabalho pelos donos das fábricas, escondia a câmera e disfarçava-se de inspetor de incêndio, fingindo entrevistar as crianças enquanto clicava. Não utilizava artifícios e valorizava os ângulos frontais, já que tinha como principal objetivo capturar a expressão em seus rostos. Para isso, estava sempre no mesmo nível de seus objetos, normalmente centralizados com precisão. Ao se referir às próprias imagens, utilizava “cruas” como adjetivo — e a crítica chegou a dizer, certas vezes, que suas fotos não eram chocantes nem dramáticas o bastante. Este período de trabalho está publicado nos livros Child Labour in the Carolinas (1909) e Day Laborers Before Their Time (1909).

Antes disso, publicou Charities and the Commons (1908), que retratava a mão de obra abusiva utilizada nas construções de prédios. Provavelmente por conta desse trabalho foi chamado para documentar a construção do Empire State Building, já no início dos anos 1930. Muitas de suas mais famosas imagens estão nessa série, publicada em um livro intitulado Men at Work (1932).

Sua obra é considerada, hoje, um dos pilares da fotografia documental. Como explica o professor Paulo César Boni em projeto sobre a trajetória do fotodocumentarismo para a Universidade Estadual de Londrina, suas imagens transcendem o fotojornalismo: a foto tirada não era a reportagem em si, nem o fim do trabalho, era um meio para expor à opinião pública aquela realidade que não se vê.

Com dificuldade para ganhar dinheiro como fotógrafo, perdeu sua casa em janeiro de 1940 e morreu extremamente pobre 11 meses depois.

Fonte: ESPM – http://foto.espm.br/index.php/referencias/se-eu-pudesse-contar-uma-historia-com-palavras-nao-precisaria-andar-com-uma-camera-lewis-w-hine/

A Grande Depressão sob as lentes de Dorothea Lange   Leave a comment

Dorothea Lange (1895 – 1965) foi uma influente fotógrafa documental e fotojornalista norte-americana conhecida por seus retratos da Grande Depressão para a Farm Security Administration (FSA). Suas imagens ajudaram a humanizar as consequências da Crise de 1929 e influenciaram o desenvolvimento da fotografia documental.

Nascida na segunda geração de uma família de imigrantes alemães sob o sobrenome Margaretta Nutzhorn, Dorothea passou a usar o nome de solteira da mãe aos 12 anos, quando seu pai abandonou a família. Esse foi um dos dois incidentes traumáticos que marcaram sua infância. O outro foi a contração de Poliomielite aos sete anos, o que a deixou com a perna direita enfraquecida e a fez mancar pelo resto da vida.

Lange aprendeu fotografia com Clarence H. White na Columbia University de Nova Iorque e logo começou a trabalhar como aprendiz em diversos estúdios da cidade, como o Arnold Genthe. Em 1918, mudou-se para São Francisco, onde abriu seu bem sucedido estúdio de retratos e morou pelo resto de sua vida. Na época, casou-se com seu primeiro marido, o pintor Maynard Dixon, com quem teve dois filhos, Daniel e John.

Com a Crise de 1929 logo depois do nascimento de John, Lange tirou sua câmera do estúdio para clicar a situação das ruas. As imagens que fez dos desabrigados chamaram a atenção de outros fotógrafos, o que a levou a trabalhar na Ressettlement Administration (RA), depois chamada de Farm Security Administration (FSA), uma instituição criada com o objetivo de combater a pobreza rural, uma das principais consequências da Grande Depressão. Seu segundo marido, o professor de economia Paul Taylor, foi reponsável por politizá-la ainda mais.

De 1935 a 1939, Lange retratou para a FSA o sofrimento dos pobres e esquecidos, especialmente das famílias rurais deslocadas e dos trabalhadores imigrantes. Suas imagens eram distribuídas gratuitamente a jornais de todo o país, tornando-se fortemente representativas da época. A fotografia mais conhecida deste período é “Migrant Mother”, um dos mais icônicos registros da história da fotografia, que retrata uma imigrante chamada Florence Owens Thompson com três de seus sete filhos. A foto original original contava com a mão de Florence segurando um dos alicerces da barraca, mas a imagem foi retocada para que seu polegar fosse escondido. O dedo indicador permaneceu intacto e pode ser visto na parte inferior direita da imagem.

A fotógrafa foi premiada em 1941 fom uma bolsa da Fundação Guggenheim para excelência em fotografia, que abandonou para registrar a evacuação forçada de japoneses americanos a campos de realojamento após o ataque a Pearl Harbor. Para muitos, suas imagens das crianças nipo-americanas jurando lealdade à bandeira antes de serem enviadas a esses campos são uma assustadora lembrança de uma antiga política: deter pessoas que não cometeram crimes, e sem lhes oferecer qualquer apoio. As fotografias desse episódio, em especial do campo de Manzanar, foram tão obviamente críticas que o exército as confiscou. Hoje elas estão disponíveis na divisão de fotografias do site do arquivo nacional do país e na Biblioteca Bancroft da Universidade da Califórnia.

Nas últimas décadas de sua vida, Lange sofreu de diversos problemas de saúde. Faleceu em 1965. Em 2006, uma escola foi batizada em sua honra em Nipomo, na Califórnia, perto do local onde foi clicada “Migrant Mother”

Fonte: ESPM – http://foto.espm.br/index.php/sem-categoria/a-grande-depressao-sob-as-lentes-de-dorothea-lange/

Robert Doisneau   Leave a comment

“Não tiro fotos da vida como ela é, mas sim de como queria que ela fosse”

Nascido em Gentilly em 1912, Robert Doisneau é um dos mais importantes fotógrafos franceses. Morreu em 1994 na cidade que escolheu para viver e documentar, Paris.

Originalmente formado em litografia, começou a fotografar como autodidata em 1929, movido por uma intensa vontade de imortalizar o que via durante seus passeios pelas ruas da capital francesa. Depois de trabalhar como assistente do escultor André Vigneau e de publicar sua primeira fotografia em um veículo (na revista francesa Excelsior), tornou-se profissional em 1934, quando foi contratado pela fábrica da Renault, em Billancourt, como fotógrafo industrial e publicitário.

No mesmo ano, Doisneau decidiu se aventurar como fotojornalista independente, mas a Segunda Guerra Mundial o forçou a desistir temporariamente do sonho. Serviu pelo exército francês de 1939 até o fim dos embates. Depois, para dar vazão ao seu desejo de trabalhar como fotógrafo, começou a vender postais.

Após entrar para a agência de fotos Rapho, finalmente assinou com uma publicação, a Vogue, onde permaneceu de 1949 até 1952. Diferente do que se poderia imaginar, ele não abraçou a fotografia de moda: tornou-se famoso em seu gênero original, a “fotografia de rua”. Durante quase toda a sua vida, documentou com senso de humor, empatia e leveza a vida suburbana parisiense. Entre seus temas mais constantes estão as crianças, sempre abordadas com dignidade e respeito.

Sua mais famosa imagem é Le baiser de l’Hôtel de Ville, que mostra um casal se beijando em meio a uma movimentada rua de Paris. Na época, a foto foi interpretada como uma forte representação do modo francês de viver. A cópia original foi leiloada em 2005 por 155 mil euros para ninguém menos que Françoise Bornet, a protagonista da imagem ao lado de seu então namorado, Jacqes Carteaud. Os dois posaram para a fotografia, aparentemente espontânea, em 1950.

Doisneau tomava café em um bar parisiense quando avistou o casal. Conversou com a dupla, descobriu que eram atores amadores e pediu para tirar a foto. Pouco depois, Françoise recebeu uma cópia com um agradecimento. Reza a lenda que a moça apreciou a gentileza, mas processou Doisneau, exigindo 18 mil francos e os direitos da imagem. Outro boato garante que diversos outros casais também processaram o fotógrafo, afirmando serem os personagens eternizados.  Até hoje, mais de 500 mil posteres e 400 postais já foram reproduzidos a partir da original, considerada uma das mais românticas fotos já tiradas na história.

“As maravilhas da vida cotidiana são tão emocionantes. Nenhum diretor de Cinema pode realizar o inesperado que você encontra na rua” Robert Doisneau

Fonte: ESPM – http://foto.espm.br/index.php/referencias/robert-doisneau-fotografo-frana-paris-beijo-ruanao-tiro-fotos-da-vida-como-ela-e-mas-sim-de-como-queria-que-ela-fosse/

A Grande Depressão sob as lentes de Dorothea Lange   Leave a comment

Dorothea Lange (1895 – 1965) foi uma influente fotógrafa documental e fotojornalista norte-americana conhecida por seus retratos da Grande Depressão para a Farm Security Administration (FSA). Suas imagens ajudaram a humanizar as consequências da Crise de 1929 e influenciaram o desenvolvimento da fotografia documental.

Children of Oklahoma drought refugee in migratory camp, 1936. Foto: Dorothea Lange.

Foto de Dorothea Lange. One_of_chris_adolphs_younger_children_1939

One of Chris Adolph’s younger children, 1939. Foto: Dorothea Lange.

Nascida na segunda geração de uma família de imigrantes alemães sob o sobrenome Margaretta Nutzhorn, Dorothea passou a usar o nome de solteira da mãe aos 12 anos, quando seu pai abandonou a família. Esse foi um dos dois incidentes traumáticos que marcaram sua infância. O outro foi a contração de Poliomielite aos sete anos, o que a deixou com a perna direita enfraquecida e a fez mancar pelo resto da vida.

Foto de Dorothea Lange. Farmers_who_have_bought_machinery_cooperatively_1939

Farmers who have bought machinery cooperatively, 1939. Foto: Dorothea Lange.
Foto de Dorothea Lange. Country_store_1939
Country Store, 1939. Foto: Dorothea Lange.

Lange aprendeu fotografia com Clarence H. White na Columbia University de Nova Iorque e logo começou a trabalhar como aprendiz em diversos estúdios da cidade, como o Arnold Genthe. Em 1918, mudou-se para São Francisco, onde abriu seu bem sucedido estúdio de retratos e morou pelo resto de sua vida. Na época, casou-se com seu primeiro marido, o pintor Maynard Dixon, com quem teve dois filhos, Daniel e John.

Mother and child of Arkansas flood refugee family, 1937. Foto: Dorothea Lange.

Mother and child of Arkansas flood refugee family, 1937. Foto: Dorothea Lange.

Grandfather and Grandson, Manzanar Japanese Concentration Camp, 1942. Foto: Dorothea Lange.

Grandfather and Grandson, Manzanar Japanese Concentration Camp, 1942. Foto: Dorothea Lange.

Com a Crise de 1929 logo depois do nascimento de John, Lange tirou sua câmera do estúdio para clicar a situação das ruas. As imagens que fez dos desabrigados chamaram a atenção de outros fotógrafos, o que a levou a trabalhar na Ressettlement Administration (RA), depois chamada de Farm S

ecurity Administration (FSA), uma instituição criada com o objetivo de combater a pobreza rural, uma das principais consequências da Grande Depressão. Seu segundo marido, o professor de economia Paul Taylor, foi reponsável por politizá-la ainda mais.

Resettled farm child, 1935. Foto: Dorothea Lange.

Resettled farm child, 1935. Foto: Dorothea Lange.

Against the wall, 1934. Foto: Dorothea Lange.

Against the wall, 1934. Foto: Dorothea Lange.

De 1935 a 1939, Lange retratou para a FSA o sofrimento dos pobres e esquecidos, especialmente das famílias rurais deslocadas e dos trabalhadores imigrantes. Suas imagens eram distribuídas gratuitamente a jornais de todo o país, tornando-se fortemente representativas da época. A fotografia mais conhecida deste período é “Migrant Mother”, um dos mais icônicos registros da história da fotografia, que retrata uma imigrante chamada Florence Owens Thompson com três de seus sete filhos. A foto original original contava com a mão de Florence segurando um dos alicerces da barraca, mas a imagem foi retocada para que seu polegar fosse escondido. O dedo indicador permaneceu intacto e pode ser visto na parte inferior direita da imagem.

Migrant Mother, 1936. Foto: Dorothea Lange.

Migrant Mother, 1936. Foto: Dorothea Lange.

Mother and baby of family on the road, 1939. Foto: Dorothea Lange.

A fotógrafa foi premiada em 1941 com uma bolsa da Fundação Guggenheim para excelência em fotografia, que abandonou para registrar a evacuação forçada de japoneses americanos a campos de realojamento após o ataque a Pearl Harbor. Para muitos, suas imagens das crianças nipo-americanas jurando lealdade à bandeira antes de serem enviadas a esses campos são uma assustadora lembrança de uma antiga política: deter pessoas que não cometeram crimes, e sem lhes oferecer qualquer apoio. As fotografias desse episódio, em especial do campo de Manzanar, foram tão obviamente críticas que o exército as confiscou. Hoje elas estão disponíveis na divisão de fotografias do site do arquivo nacional do país e na Biblioteca Bancroft da Universidade da Califórnia.

Foto de Dorothea Lange. Migratory_mexican_field_workers_home_next_to_pea_field_1937

Migratory mexican field workers home, 1937. Foto: Dorothea Lange.

Foto de Dorothea Lange. Cheap_auto_camp_housing_for_citrus_workers_1940

Cheap auto camp housing for citrus workers, 1940. Foto: Dorothea Lange.

Nas últimas décadas de sua vida, Lange sofreu de diversos problemas de saúde. Faleceu em 1965. Em 2006, uma escola foi batizada em sua honra em Nipomo, na Califórnia, perto do local onde foi clicada “Migrant Mother”.

Fonte: Blog do Centro de Fotografia ESPM – http://foto.espm.br/index.php/index.php/referencias/a-grande-depressao-sob-as-lentes-de-dorothea-lange/
%d blogueiros gostam disto: