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Edward Steichen, fotógrafo e amante das artes   Leave a comment

Edward Steichen (nascido Edouard, em Luxemburgo), é uma das mais importantes personalidades da história da fotografia. Em uma carreira marcada por inovações técnicas, ele trabalhou como artista, curador, escritor e fotógrafo — destacando-se, principalmente, no campo da moda e dos retratos.

Nascido em 1879, imigrou com a família para os Estados Unidos ainda bebê. Aos 15 anos, começou a estudar litografia naAmerican Fine Art Company of Milwaukee. Depois de muitos esboços e desenhos, dedicou-se à pintura. Visitava frequentemente uma loja de artigos fotográficos até que decidiu comprar sua primeira câmera, uma Kodak de segunda mão. Pouco depois, Steichen fundou, com amigos e colegas (também interessados por arte, em especial a junção de desenho com fotografia), a Milwaukee Art Students League, sediada em um pequeno quarto alugado.

Por sua íntima relação com a arte, foi chamado de pictorialista no início de sua carreira, com trabalhos que utilizavam técnicas como o uso de tripés em movimento, lentes banhadas em glicerina e outros truques para produzir efeitos. Durante esse período, Steichen ainda pintava. Sua relação com a atividade foi rompida definitivamente quando ele queimou todas as suas telas, em 1922. Gradualmente — e influenciado por outros movimentos artísticos abstratos, como o Cubismo —, Steichen passou a priorizar imagens mais limpas, com composições meticulosas marcadas por um forte senso estético.

Autodidata e apaixonado por fotografia, Steichen lutava para defendê-la como uma legítima forma de arte. Criou, em parceria com Alfred Stieglitz, uma revolução estética na qual ela deveria ser considerada um meio de expressão e interpretação, não uma ferramenta de registro documental. Para isso, elaboraram a pioneira revista Camera Wok e fundaram a famosa Little Galleris of the Photo Secession (atual 291 Gallery), localizada na Quinta Avenida, em Nova Iorque. Ainda que focada em fotografia, a galeria sediou exposições de Henri Matisse, Auguste Rodin, Paul Cézanne, Pablo Picasso, entre outros.

Em 1911, suas fotos publicadas na Art et Décoration de vestidos desenhados pelo estilista Paul Poiret foram consideradas as primeiras fotografias modernas de moda. Após servir no exército americano durante a Primeira Guerra Mundial, tornou-se fotógrafo nas revistas Vogue e Vanity Fair, além de começar trabalhar com fotografia publicitária. Trabalhou com moda até 1938, tempos em que foi considerado o mais famoso e bem pago fotógrafo de moda do mundo.

Steichen também dirigiu o Departamento de Fotografia do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. No MoMA, foi curador da exposição The Family of Man, que viajou por 69 países, foi vista por 9 milhões de pessoas e vendeu meio milhão de livros.  Seu objetivo era mostrar o amor, a vida e a morte de forma universal. Para isso, contou com mais de 500 fotos.

Steichen faleceu em 1973, aos 94 anos de idade, no dia 25 de março (dois dias antes de seu aniversário).

Fonte: ESPM – http://foto.espm.br/index.php/referencias/edward-steichen-fotografo-e-amante-das-artes/
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A Grande Depressão sob as lentes de Dorothea Lange   Leave a comment

Dorothea Lange (1895 – 1965) foi uma influente fotógrafa documental e fotojornalista norte-americana conhecida por seus retratos da Grande Depressão para a Farm Security Administration (FSA). Suas imagens ajudaram a humanizar as consequências da Crise de 1929 e influenciaram o desenvolvimento da fotografia documental.

Children of Oklahoma drought refugee in migratory camp, 1936. Foto: Dorothea Lange.

Foto de Dorothea Lange. One_of_chris_adolphs_younger_children_1939

One of Chris Adolph’s younger children, 1939. Foto: Dorothea Lange.

Nascida na segunda geração de uma família de imigrantes alemães sob o sobrenome Margaretta Nutzhorn, Dorothea passou a usar o nome de solteira da mãe aos 12 anos, quando seu pai abandonou a família. Esse foi um dos dois incidentes traumáticos que marcaram sua infância. O outro foi a contração de Poliomielite aos sete anos, o que a deixou com a perna direita enfraquecida e a fez mancar pelo resto da vida.

Foto de Dorothea Lange. Farmers_who_have_bought_machinery_cooperatively_1939

Farmers who have bought machinery cooperatively, 1939. Foto: Dorothea Lange.
Foto de Dorothea Lange. Country_store_1939
Country Store, 1939. Foto: Dorothea Lange.

Lange aprendeu fotografia com Clarence H. White na Columbia University de Nova Iorque e logo começou a trabalhar como aprendiz em diversos estúdios da cidade, como o Arnold Genthe. Em 1918, mudou-se para São Francisco, onde abriu seu bem sucedido estúdio de retratos e morou pelo resto de sua vida. Na época, casou-se com seu primeiro marido, o pintor Maynard Dixon, com quem teve dois filhos, Daniel e John.

Mother and child of Arkansas flood refugee family, 1937. Foto: Dorothea Lange.

Mother and child of Arkansas flood refugee family, 1937. Foto: Dorothea Lange.

Grandfather and Grandson, Manzanar Japanese Concentration Camp, 1942. Foto: Dorothea Lange.

Grandfather and Grandson, Manzanar Japanese Concentration Camp, 1942. Foto: Dorothea Lange.

Com a Crise de 1929 logo depois do nascimento de John, Lange tirou sua câmera do estúdio para clicar a situação das ruas. As imagens que fez dos desabrigados chamaram a atenção de outros fotógrafos, o que a levou a trabalhar na Ressettlement Administration (RA), depois chamada de Farm S

ecurity Administration (FSA), uma instituição criada com o objetivo de combater a pobreza rural, uma das principais consequências da Grande Depressão. Seu segundo marido, o professor de economia Paul Taylor, foi reponsável por politizá-la ainda mais.

Resettled farm child, 1935. Foto: Dorothea Lange.

Resettled farm child, 1935. Foto: Dorothea Lange.

Against the wall, 1934. Foto: Dorothea Lange.

Against the wall, 1934. Foto: Dorothea Lange.

De 1935 a 1939, Lange retratou para a FSA o sofrimento dos pobres e esquecidos, especialmente das famílias rurais deslocadas e dos trabalhadores imigrantes. Suas imagens eram distribuídas gratuitamente a jornais de todo o país, tornando-se fortemente representativas da época. A fotografia mais conhecida deste período é “Migrant Mother”, um dos mais icônicos registros da história da fotografia, que retrata uma imigrante chamada Florence Owens Thompson com três de seus sete filhos. A foto original original contava com a mão de Florence segurando um dos alicerces da barraca, mas a imagem foi retocada para que seu polegar fosse escondido. O dedo indicador permaneceu intacto e pode ser visto na parte inferior direita da imagem.

Migrant Mother, 1936. Foto: Dorothea Lange.

Migrant Mother, 1936. Foto: Dorothea Lange.

Mother and baby of family on the road, 1939. Foto: Dorothea Lange.

A fotógrafa foi premiada em 1941 com uma bolsa da Fundação Guggenheim para excelência em fotografia, que abandonou para registrar a evacuação forçada de japoneses americanos a campos de realojamento após o ataque a Pearl Harbor. Para muitos, suas imagens das crianças nipo-americanas jurando lealdade à bandeira antes de serem enviadas a esses campos são uma assustadora lembrança de uma antiga política: deter pessoas que não cometeram crimes, e sem lhes oferecer qualquer apoio. As fotografias desse episódio, em especial do campo de Manzanar, foram tão obviamente críticas que o exército as confiscou. Hoje elas estão disponíveis na divisão de fotografias do site do arquivo nacional do país e na Biblioteca Bancroft da Universidade da Califórnia.

Foto de Dorothea Lange. Migratory_mexican_field_workers_home_next_to_pea_field_1937

Migratory mexican field workers home, 1937. Foto: Dorothea Lange.

Foto de Dorothea Lange. Cheap_auto_camp_housing_for_citrus_workers_1940

Cheap auto camp housing for citrus workers, 1940. Foto: Dorothea Lange.

Nas últimas décadas de sua vida, Lange sofreu de diversos problemas de saúde. Faleceu em 1965. Em 2006, uma escola foi batizada em sua honra em Nipomo, na Califórnia, perto do local onde foi clicada “Migrant Mother”.

Fonte: Blog do Centro de Fotografia ESPM – http://foto.espm.br/index.php/index.php/referencias/a-grande-depressao-sob-as-lentes-de-dorothea-lange/

Alexander Rodchenko… Um retrato e tanto!   Leave a comment

© Foto de Alexander Rodchenko. Portrait of mother, 1924.

por Fernando Rabelo

“Este é um célebre retrato da mãe de Alexander Rodchenko, um dos grandes nomes da vanguarda russa, que deixou uma profunda marca na linguagem fotográfica. Depois de se tornar mundialmente conhecido como pintor, escritor e artista gráfico, ele ingressou na fotografia nos anos 20. Em 1934, ele escreveu em seu diário: “Eu quero fazer fotos completamente críveis, fotos que nunca existiram até hoje, fotos que são tão verdadeiras que são por si só vida. Eu quero que elas sejam tão simples e ao mesmo tempo tão complexas que irão chocar e impressionar as pessoas de todo o planeta. Se eu alcançar esse objetivo, ai sim, a fotografia poderá começar a ser considerada uma alta forma de arte”.”

Fonte: Em rede social de Fernando Rabelo

Publicação do PhotoChannel   Leave a comment

Autoral: Pin-holes de Isabella Carnevalle

por Alcides Mafra

Foto: Isabella Carnevalle

Isabella Carnevalle começou a dar forma ao ensaio  Feminino pelo Feminino por volta de 1998. Na ocasião, a gaúcha, hoje com 43 anos de idade e morando em Porto Alegre (RS), vivia em São Paulo e estava em um processo de aprendizado. Fez dois cursos que foram fundamentais para a sua trajetória: um sobre cianotipia e o outro sobre fotografia pinhole, o qual deu início ao seu projeto.

Depois de um período militando na imprensa, batendo ponto em redação e também desenvolvendo “frilas”, Isabella retornou a Porto Alegre (em 2003) para trilhar o caminho do documentário e da arte – além de ministrar oficinas sobre a fotografia criativa da qual foi pupila.

Em 2008, a fotógrafa e professora montouFeminino pelo Feminino no Centro Cultural Erico Verissimo. Trata-se de um trabalho que percorre mais de uma década. Uma instalação fotográfica poética, conforme classifica a autora, que produziu as primeiras imagens com uma lata de filmes e uma caixa de papelão – seguindo a boa tradição da fotografia pinhole. As mais recentes envolveram o uso de tecnologia digital.

“Começou no workshop, oferecido pela Neide Jallageas e o Paulo Angerami, com a leitura de textos da Clarice Lispector, vários momentos de sensibilização, a construção de câmeras de orifício, testes de calibragem das câmeras e finalmente a captação de imagens”, lembra Isabella.

Ao fim do workshop, havia um pequeno grupo formado, reunido em torno do nome ClaraCena. “As fotografias que eu produzi nesse período foram trabalhadas no laboratório PB e tenho lembranças engraçadas dessa época. Eu sou bastante detalhista e rigorosa e ficava buscando os mínimos detalhes de diferença nas exposições. Isso fazia com que eu sofresse horrores quando ia trabalhar no laboratório. Continuo sofrendo e não gostando de laboratório, apesar de achá-lo um universo rico em possibilidades até hoje”, admite a gaúcha.

O ensaio ficou um tempo na gaveta. Só foi retomado já no retorno a Porto Alegre. “Apresentei a um fundo municipal de financiamento de produção artística, o Fumproarte, que aprovou a instalação fotográfica Feminino pelo Feminino. Agreguei novas imagens, agora feitas com câmera de orifício digital”, informa.

O ensaio se divide em várias pequenas séries, as quais representam diferentes etapas do projeto e também diferentes formas de captação da imagem, tendo em comum no entanto o fato de terem sido todas feitas com a técnica pinhole. “O título envolve tanto o fato de ser eu, uma mulher, produzindo algo que pretende tocar o espectador ‘tanto quanto’ me sinto tocada durante o fazer das imagens. Olhando mais atentamente, ele se refere às qualidades consideradas femininas: emotividade, sensibilidade, flexibilidade, enfim…”, explica Isabella, para quem o processo de execução do trabalho, feito de forma bastante artesanal, tem tanto valor quanto o resultado.

Foto: Isabella Carnevalle

Série Fantasmática

Foto: Isabella Carnevalle

Série Verso do Inverso, uma releitura da série Fantasmática, manipulada e impressa em laboratório PB

Foto: Isabella Carnevalle

Série Traços, feita com pinholes convencionais em negativo PB e trabalhadas em laboratório PB e no PC

Foto: Isabella Carnevalle

Foto captada com câmera de orifício digital e manipulada em computador

Fonte: http://www.photochannel.com.br/index.php/autoral/autoral-o-feminino-de-isabella-carnevalle/

Duane Michals e René Magritte em dupla exposição   Leave a comment

“A imagem é autoria de Duane Michals, que mostra René Magritte, um dos principais artistas surrealistas belgas, em dupla exposição, em 1965”.

Fernando Rabelo

Fonte:  http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fimagesvisions.blogspot.com.br%2F2012%2F05%2Ffoto-de-domingo-duane-michals.html&h=_AQEkRSROAQH7a3nH0SqHpkplGsp3_SnDOdFvlozXBAxBaA

Mais alguns olhares de Julia Margaret Cameron   Leave a comment

“… Ao completar seis décadas de poder, Elizabeth II será o segundo monarca há mais tempo no trono britânico. Só a rainha Vitória teve reinado mais longevo, de 1837 a 1901. Período que ficou conhecido como a “Era Vitoriana”, tempos de prosperidade econômica, política e cultural.

Na fotografia não foi diferente. Neste cenário, surgiu um dos clássicos da fotografia mundial: Julia Margaret Cameron (1815-1879).

Mesmo só tendo começado a fotografar aos 48 anos e por prazer (era de uma família abastada), Cameron deixou uma obra significativa e pontual na história da fotografia. Aproveitou o círculo de amizades para retratar várias personalidades da época, como Charles Darwin. E a sua estética, que mescla subjetividade, teatralidade e uma luz bem peculiar, ainda inspira fotógrafos atuais. Uma das características mais marcantes das fotografias de Cameron são os “olhares” que os fotografados carregam.”

por Alexandre Belém

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/sobre-imagens/mulheres/os-olhares-de-julia-margaret-cameron/

O beijo de Alfred Eisenstaedt,e um pouco mais   Leave a comment

Para comemorar a sexta-feira…

© Foto de  Alfred Eisenstaedt  “Kissing the War Goodbye”. 1945. AP Photo.

“Nascido na Prússia Ocidental, sua família se mudou para Berlim em 1906. Ainda jovem Alfred Eisenstaedt (1898–1995)  foi convocado pelo exército alemão para lutar na Primeira Guerra Mundial sendo ferido em 1918. Começou a tirar fotografias como freelancer em 1920, quando comprou a sua primeira máquina com o dinheiro que ganhou vendendo cintos e botões. Trabalhou para as revistas Harper’s Bazar, Vogue e Life. Sua fotografia mais famosa é de um marinheiro norte-americano beijando uma jovem enfermeira em 14 de agosto de 1945, na Times Square.

© Foto de Alfred Eisenstaedt/Life. Da série Ballet Dance, 1930.

A série de fotografias de bailarinas feita por ele marcou definitivamente a sua carreira.”

Com um pouco de recortacola meu, o texto é de Fernando Rabelo

fonte: http://imagesvisions.blogspot.com/2007/12/fotografias-do-sculo-xx-kissing-war.html e http://imagesvisions.blogspot.com/2011/06/as-bailarinas-de-alfred-eisenstaedt.html
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