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Quando a fotografia também é um ritual…   Leave a comment

Esse vídeo me chegou através do Miguel Chikaoka em uma publicação em rede social. E me alimentou a alma.

Todo esse ritual, esse lidar com um tempo diferente, esse buscar algo mais, também encontro na cianotipia e sim, isso alimenta minha alma.

Compartilho com vocês…

Fonte: Postagem de Miguel Chikaoka em rede social
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Kodak anuncia retorno do filme Ektachrome ao mercado!!!   Leave a comment

Hoje vi essa notícia e fiquei extremamente feliz, pois sempre gostei muito de fotografar com cromo, sinto falta e agora vejo luz no fim do túnel! Acredito inclusive que isso provoque o retorno de outros bons filmes.

ektachrome

Em 2012, após anos de declínio nas vendas, a Kodak descontinuou a fabricação do Ektachrome, um dos filmes mais icônicos da marca.A notícia causou a tristeza de muitos entusiastas da fotografia, que publicaram seus últimos ensaios com o filme, vide link: http://www.thephoblographer.com/2012/07/03/a-final-farewell-to-kodak-ektachrome-nsfw . Nesta quinta-feira no entanto, a marca anunciou que o Ektachrome vai voltar ao mercado.O anúncio foi feito durante a CES, feira de tecnologia que acontece em Las Vegas. “A reintrodução de um dos filmes mais emblemáticos é apoiada pela crescente popularidade da fotografia analógica e o ressurgimento da fotografia de filme”, disse a Kodak Alaris. “O ressurgimento na popularidade da fotografia analógica criou a demanda de produtos de filmes novos e antigos.”Segundo a empresa, a decisão de trazer de volta o filme surgiu após ouvir as demandas dos fotógrafos nos últimos anos. Eles estavam pedindo o retorno dos filmes diapositivos coloridos e a empresa decidiu que o Ektachrome, que usa o processo de revelação E6, era o caminho certo a percorrer.

O filme ficou conhecido por seu grão extremamente fino, cores limpas, grandes tons e contrastes e tornou-se icônico em grande parte devido ao uso extensivo de filmes de slides pela National Geographic Magazine ao longo de várias décadas.

O Ektachrome 35mm está atualmente em desenvolvimento na fábrica de filmes da Kodak em Rochester, NY, Estados Unidos e deve chegar ao mercado no quarto trimestre de 2017.

Fonte: https://focusfoto.com.br/kodak-anuncia-retorno-do-filme-ektachrome-ao-mercado/

O filme Criação, Darwin e a fotografia   Leave a comment

Assisti ao filme Criação – Creation – e gostei um monte.

Um dos motivos é que ele nos situa nos pensamentos e conflitos na época em que Darwin refletia sobre nossa origem.

O outro motivo, não menos importante, e ainda por cima “mágico”, é que já nas cenas iniciais Criação nos remete aos retratos feitos com daguerreotipos. Adoro quando de alguma forma vivencio fatos na história do tempo…

E pegando o “gancho”, tem um texto do Ronaldo Entler sobre o filme, em que ele faz links interessantes sobre a fotografia e Darwin.

Sugiro os dois, vejam o filme e leiam o texto; ou leiam o texto e vejam o filme. Aqui a ordem dos produtos não altera o resultado.

Bom Mergulho!

Darwin e a fotografia

“Neste fim de semana, assisti ao filme “Creation” (2009), recorte da biografia de Charles Darwin centrado nas dificuldades que enfrentou quando finalizava A origem das espécies (1859). Vemos ali um personagem debilitado por uma doença desconhecida, atormentado pela morte de uma filha, e em conflito com os valores cristãos de sua comunidade e de sua família.

Numa das primeiras cenas, sua filha Annie está num estúdio se preparando para ser fotografada. Darwin lhe explica como funciona a técnica. Enquanto o fotógrafo tenta fotografar a menina, ela parece mais interessada nas aventuras que seu pai lhe conta.

Imagino que a fotografia apareça ali como emblema das inovações técnicas que, ao lado da teoria de Darwin, impactaram o século XIX (ainda que, para a pequena Annie, essa novidade esteja ofuscada pelas histórias fantásticas que seu pai lhe conta).

Especulações à parte, a fotografia teve uma presença importante numa pesquisa posterior de Darwin, que resultou em A expressão das emoções no homem e nos animais (1872). Encontrei uma versão digitalizada da primeira edição desse livro, e vi que ele traz um número razoável de referências a trabalhos fotográficos, sobretudo feitos por cientistas. Podemos ler já nos agradecimentos:

Fotos cedidas por Herr Kindermann para "A expressão das emoções".

“Eu tenho o prazer de expressar meus agradecimentos ao Sr. Rejlander pela disposição de fotografar para mim várias expressões e gestos. Agradeço também ao Sr. Kindermann, de Hamburgo, pela cessão de alguns excelentes negativos de crianças chorando, e ao Dr. Wallich, por um outro encantador, de uma menina sorridente. Já expressei meu agradecimentos ao Dr. Duchenne, que generosamente me permitiu ter algumas de suas grandes fotografias reproduzidas e reduzidas. Todas estas fotografias foram impressas pelo processo da Heliotipia, que garante a precisão das reproduções.”

Imagem cedida por Duchenne de Bologne.

O livro traz longos comentários sobre a pesquisa de Duchenne de Boulogne, que hoje nos parece um tanto lunático e perverso, dando choques no rosto de pacientes da Salpêtrière, diante da camera de Adrien Tournachon, irmão de Nadar. Mas Darwin mesmo explica a importância desse trabalho na compreensão do funcionamento dos músculos faciais.

Oscar G. Rejlander, Autorretrato.

Também foi uma surpresa ver que nas referidas imagens de autoria de Oscar Gustave Rejlander, o próprio fotógrafo aparece encenando as “emoções”, provavelmente, pautado diretamente por Darwin.

Darwin, por Julia M. Cameron, 1868.

Conhecemos o belo retrato de Darwin feito por Julia Margaret Cameron, e encontramos registros de duas cartas trocadas com Lewis Carroll, em que agradece o envio de fotografias, provavelmente para a pesquisa sobre as “Expressões”. Darwin, como outros cientistas e intelectuais, certamente mantinha boas relações com esses fotógrafos e artistas da Era Vitoriana.

Para encerrar, uma curiosidade, mesmo que não explique muito sobre a relação de Darwin com a fotografia: vi que a mãe de Darwin se chamava Susannah Wedgwood. Não foi difícil verificar que se trata da irmã de Thomas Wedgwood, pioneiro nas pesquisas que antecedem a descoberta da fotografia no século XIX, autor do artigo “Descrição para de um método para copiar pinturas sobre cristal e para criar perfis por meio da luz sobre nitrato de prata” (1802).

Aproveitei o entusiasmo para comprar um livro que encontrei na Amazon: Darwin’s Camera: Art and Photography in the Theory of Evolution, que deve demorar algumas semanas para chegar. Se houver grandes novidades, complementarei o post.

Infelizmente, o fime Creation teve uma passagem efêmera pelas salas de cinema brasileiras, em março deste ano.

Texto e seleção de imagens de Ronaldo Entler, em 17/10/2010

Fonte: http://www.iconica.com.br/category_name=historia-da-fotografia

Quartos com Vista   Leave a comment

 

 

 

A câmara escura do fotógrafo Abelardo Morell

transforma aposentos sombrios

em paisagens mágicas.

 

Por Tom O’Neill
Foto de Abelardo Morell

Duplicando a realidade, a fantasmagórica imagem invertida de uma lâmpada surge no interior de uma caixa de vinhos transformada em câmera buraco-de-agulha. Nesta foto clássica, Morell demonstra como se forma a imagem na câmara escura. "LÂMPADA", 1991

Algo estranho e maravilhoso ocorre quando a luz penetra um espaço escuro através de um minúsculo orifício. Aristóteles já conhecia o fenômeno no século 4 a.C. Na Itália renascentista, Leonardo da Vinci descreveu o processo. Mesmo em 1988, essa técnica causou forte impressão em uma sala de aula em Boston, no estado americano de Massachusetts. Ao preparar um curso introdutório de fotografia, o professor de origem cubana Abelardo Morell decidiu recriar esse método antiquado. Em um dia ensolarado, ele cobriu as janelas da sala com plástico preto, tornando o aposento tão escuro quanto uma caverna. Depois, abriu um buraco do tamanho de uma moeda pequena no material, e disse aos alunos que prestassem atenção. Quase que de um momento para outro, a parede no fundo da sala animou-se como tela de cinema com sua superfície tomada por uma imagem desfocada das pessoas e dos carros que passavam pela avenida Huntington, em frente à escola. A imagem estava de cabeça para baixo: o céu junto ao piso e a rua no teto, como se a lei da gravidade tivesse sido revogada.

Morell havia transformado a sala de aula em uma câmara escura, ou camera obscura, o termo em latim que designa aquele que talvez seja o mais antigo dispositivo de geração de imagens – e o antepassado da câmera fotográfica.

Explicar o princípio óptico por trás desse dispositivo talvez seja o que há de mais complicado nele. Uma câmara escura recebe as imagens exatamente como o olho humano – através de um pequeno orifício e de cabeça para baixo. A luz vinda do exterior penetra enviesada pelo orifício, os raios refletidos na parte superior dos objetos, como a copa das árvores, inclinados para baixo, e aqueles situados em um plano inferior, caso das flores, inclinados para cima, com os raios se cruzando no interior do espaço escuro e formando uma imagem invertida. Parece algo milagroso ou um truque de circo, mas é um fenômeno explicável facilmente pela física. No caso de nosso olho, o cérebro corrige de forma automática a posição da imagem; em uma câmera fotográfica, a correção é feita por um espelho.

Uma versão portátil da camera obscura – a câmera no interior de uma caixa e o orifício equipado com uma lente – popularizou-se pela primeiravez no século 17, e foi usada por pintores, como Vermeer e Canaletto, como recurso adicional ao desenho. Os cientistas usaram o dispositivo para observar eclipses solares. Por fim, para capturar a imagem projetada, no início do século 19, os mais inovadores começaram a introduzir chapasmetálicas ou papéis impregnados de produtos químicos no fundo das desajeitadas câmaras escuras – e assim nasceu a arte da fotografia.

Para Morell, o dia na sala de aula foi uma revelação. “Quando vi como esses estudantes, acostumados a usar máquinas avançadas, ficaram encantados com a imagem na parede, soube que estava diante de algo muito poderoso.”

Seu projeto inicial, concebido como mais um recurso didático, foi registrar com fotos o próprio processo. O resultado foi chamado de Light Bulb (“Lâmpada”), em 1991. Morell ilustrou o funcionamento de uma câmera buraco-de-agulha mostrando, com a elegância de uma natureza-morta holandesa, como se forma a imagem fotográfica.

Em seguida, Morell se propôs a registrar a imagem fantasmagórica formada no interior de um aposento transformado em câmara escura.Foram meses até que ele descobrisse o tamanho exato do orifício para obter o brilho e a nitidez adequados e definisse o melhor tempo de exposição para que os detalhes se destacassem.

O momento de iluminação para Morell foi em sua própria casa, em Quincy, um subúrbio de Boston. Ele instalou uma câmera de formato grande em um tripé no quarto do filho, com a luz externa entrando por um único ponto, e acionou o disparador. Então saiu do quarto e esperou. Por oito horas. A imagem mostrava as árvores e as casas no outro lado da rua invertidas e pairando sobre os brinquedos do menino – uma cena de conto de fadas. “Foi como voltar ao instante em que a fotografia foi inventada”, conta ele.

A partir daquele momento, Morell começou a produzir uma das obras mais cativantes da fotografia contemporânea. Alguns anos atrás, ele passou a explorar a cor, assim como a usar um prisma para corrigir as imagens invertidas.

A troca do filme por um sensor digital, mais sensível à luz, reduziu o tempo de exposição para minutos. Com isso, ele pôde capturar nuvens, sombras e fenômenos atmosféricos passageiros. Agora, trabalha com uma tenda sem piso – uma camera obscura transportável – que pode ser instalada em telhados ou ruas, de modo que as imagens sejam projetadas diretamente no solo – o que confere às fotos uma textura rugosa.

“Meu objetivo é fazer com que as pessoas vejam o mundo de maneira diferente”, diz Morell. Suas imagens, de fato, embaralham as fronteiras entre a realidade e o sonho.

Fonte: http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/edicao-135/camara-escura-abelardo-morell-628830.shtml?page=0

O Fantástico do Real…   Leave a comment

Ainda não sei como, nem o que, mas certamente assistir a este registro Fantástico do Real está alimentando um novo ensaio em mim… Compartilho a boa provocação com todos!

“Um telescópio gigante chamado VLT, localizado no Deserto do Atacama, no Chile, capta belíssimas imagens do céu quase diariamente. Os cientistas Jose Francisco Salgado e Stephane Guisard, do European Southern Observatory (ESO), pegam essas imagens e, em um trabalho artístico, colocam em série, para dar a idéia de passagem de tempo.”…

publicado às 10:32, 30/05/2011 – ÉPOCA – Blog do Planeta | O meio ambiente que você faz » O balé do planeta Terra » Arquivo

Fonte: http://colunas.epoca.globo.com/planeta/2011/05/30/o-bale-do-planeta-terra/ via Jorge Diehl, em rede social.  

Astronautas fotografam o Por do Sol do espaço   Leave a comment

SÃO PAULO – Os seis astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional fotografaram um pôr do Sol na Terra visto do espaço.

Os membros da expedição 27 registraram o momento em que a América do Sul anoitece. A foto foi feita por volta das 19:37, hora local,e foi divulgada na semana passada. (matéria publicada naINFO Online dia 09 de maio de 2011 às 12h36).

Todos os dias os tripulantes vêem, em média, 16 vezes o sol nascer e se por. Como estão desde março no espaço, e só devem descer em setembro, isso significa que terão passado por mais de três mil auroras e crepúsculos.

Para alguém aqui na Terra, seriam necessários quase 10 anos para visualizar os fenômenos tantas vezes.

por Paula Rothman

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/por-do-sol-e-fotografado-do-espaco-09052011-16.shl via facebook de Fernando Aznar.

Trajetória da Fotografia pela BBC   Leave a comment

Vale a pena assistir Os gênios da fotografia , programa da BBC mostrado na sequência dos quatro vídeos abaixo.

Começa detalhando os métodos dos pioneiros Henry Fox Talbot e Louis Daguerre na descoberta da fotografia, e segue abordando questões interessantes, como o lugar ocupado pela fotografia  no surgimento das outras novas tecnologias;  o status da fotografia como arte, provocado pelo retratista Nadar; a revolução provocada pela Kodak ao colocar a câmera na mão das massas, …

Bom proveito!

Isabella

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